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BB quer dobrar carteira de crédito imobiliário em 2010

BB quer dobrar carteira de crédito imobiliário em 2010

Atualizado: Quinta-feira, 25 Fevereiro de 2010 as 12

O Banco do Brasil pretende manter neste ano a estratégia agressiva de crédito que lhe rendeu o maior lucro da história do setor bancário do país em 2009. A previsão do banco é de crescimento entre 18% e 23% da carteira total em 2010. Apenas para o crédito imobiliário, a meta do BB é dobrar os recursos concedidos.

"Teremos um forte investimento em crédito imobiliário neste ano, nós acreditamos em um boom do setor", afirmou o presidente da instituição, Aldemir Bendine. "O Brasil tem um deficit habitacional de mais de 8 milhões de unidades, e isso corrobora com a explosão do setor."

De acordo com o vice-presidente de Cartões e Novos Negócios do banco, Paulo Rogério Caffarelli, a carteira de financiamentos de imóveis do BB cresceu em 1.400% em 2009, passando de R$ 100 milhões em dezembro de 2008 para R$ 1,5 bilhão um ano depois. A previsão para esse ano é que o número se aproxime dos R$ 3 bilhões.

Para isso, o BB conta com um "funding" de cerca de R$ 7 bilhões - o que representa aproximadamente 10% dos recursos investidos na poupança do banco atualmente. A ideia é que os recursos sejam divididos em duas partes: metade será destinada ao financiamento à construção de imóveis, com empréstimos a incorporadoras e empreiteiras, e a outra metade diretamente à pessoa física.

Segundo Caffarelli, a média de empréstimo do banco - que atualmente tem 18 mil contratos assinados nessa modalidade - fica em torno de R$ 90 mil para cada unidade financiada. O plano do BB também contempla investimentos em construções dentro do programa federal Minha Casa, Minha Vida, cuja meta é construir 1 milhão de moradias até o fim deste ano.

No longo prazo, a meta do banco é estar entre os três principais aplicadores nesse segmento até 2012, com o crédito imobiliário atingindo participação entre 7% e 8% na carteira total do BB.

Carteira

Ao final de dezembro de 2009, a carteira de crédito do maior banco do país estava em R$ 300,829 bilhões, um incremento de 33,8% em 12 meses. Essa evolução foi puxada pelo segmento pessoa física, cujos financiamentos deram um salto de 88,1%, para R$ 91,79 bilhões.

Bendine ressaltou que não poderia comentar as metas do banco, já que, por conta da divulgação de estudos para uma captação de recursos neste ano, os executivos estão impedidos de falar sobre o assunto.

Ele afirmou, porém, que o banco "pretende continuar tendo atuação agressiva no crédito, especialmente por causa da forte demanda" que será vista neste ano. Por conta dela, o BB atingiu neste ano participação recorde no mercado de crédito brasileiro, de 20,1%.

De acordo com Bendine, o objetivo do banco é manter essa fatia em 2010. "Queremos manter ou crescer um pouco, mas não esperamos crescer tão forte quanto no ano passado, já que a concorrência vai estar mais acirrada", afirmou, citando a volta dos bancos privados ao mercado após a retração causada pela crise financeira no ano passado.

Agências

Os executivos divulgaram ainda que o BB pretende abrir cerca de 200 agências neste ano no Brasil --100 apenas no Estado de São Paulo. Além disso, os planos incluem a contratação de dez mil novos funcionários neste ano e no próximo. Em São Paulo, serão 1.500 empregos em 2010.

A respeito da medida anunciada pelo Banco Central de elevar os compulsórios recolhidos pelos bancos, Bendine afirmou que o BB não vê na ação nenhum empecilho para sua previsão de crescimento no ano. De acordo com ele, mesmo com o aumento dos depósitos obrigatórios o banco ainda teria um índice de liquidez quatro vezes acima do requerido.

Por: Giuliana Vallone

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