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BC dos EUA mantém juros e diz que riscos para economia aumentaram

BC dos EUA mantém juros e diz que riscos para economia aumentaram

Atualizado: Terça-feira, 9 Agosto de 2011 as 4:05

O Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) anunciou nesta terça-feira (9) que  manteve inalterada a taxa básica de juros da economia, entre zero e 0,25%.

No comunicado - que era  muito aguardado pelo mercado financeiro - o Fed indicou que os riscos de piora da economia aumentaram.

A reunião de hoje do Fed ganhou ainda mais importância após a agência classificadora Standard and Poor's rebaixar a nota do EUA de AAA para AA+, em uma decisão inédita. Após o rebaixamento, bolsas derreteram pelo mundo e os mercados viveram um dia de pânico só visto ao longo de 2008, em meio à crise internacional que arrastou economias para a recessão.

Depois do comunicado do Fed, as bolsas começaram a perder os ganhos do dia.

O comunicado saiu às 15h15. Antes deste horário, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) chegou a ter alta de mais de 4%, mas, às 15h48, a alta já havia caído para 0,72%, aos 49.018 pontos.

EUA crescem menos

Em comunicado, o Fed afirmou que as informações analisadas pelo Fomc (o comitê de política monetária dos EUA) desde junho indicam que o crescimento da economia tem sido “consideravelmente menor” do que o comitê esperava. “Indicadores sugerem uma deterioração das condições do mercado de trabalho nos últimos meses, e a taxa de desemprego aumentou”, afirmou o comitê do banco central dos Estados Unidos. “Os gastos das famílias foi “achatado”, o investimento em estruturas não-residenciais ainda é fraco, e o setor de habitação continua deprimido”, diz o comunicado.

Segundo o comitê, as condições econômicas deterioradas devem garantir a manutenção das taxas de juros em nívels "excepcionalmente baixos" pelo menos até meados de 2013.

Nada muda nos juros

O Fed mantém o juro básico entre zero e 0,25% ao ano desde dezembro de 2008. Em junho, Ben Bernanke, presidente da instituição, disse que o Fed "estaria preparado para tomar medidas adicionais, obviamente se as condições fossem adequadas, incluindo a compra de mais ativos do Tesouro". Não está claro se a decisão, que não envolveu nenhuma promessa de compras de títulos, será suficiente para colocar um piso no mercado de ações dos Estados Unidos, que já caiu mais de 15% nas últimas duas semanas.

Decepção para mercados

O comunicado do Federal Reserve decepcionou os mercados, que esperavam uma nova rodada de estímulo econômico, com a compra de mais ativos do Tesouro, para "injetar" mais recursos na economia.

Antes desta quarta, na última reunião do Fed, as autoridades afirmaram que esperam que a economia vá aquecer na segunda metade do ano, após desaceleração na primavera deste ano. Mas, as perspectivas para o emprego e a inflação estão incertas, dado o crescimento lento e um aumento dos preços da energia este ano.

As bolsas de todo o mundo iniciaram a semana sob forte turbulência. Nesta segunda-feira (8), os mercados operam com fortes quedas – e a preocupação de todos é com algumas das maiores economias do mundo.

Os temores de que os problemas fiscais nos Estados Unidos e em várias economias europeias levem a um menor crescimento mundial leva os investidores a “fugirem” das ações, consideradas ativos de maior risco, e faz os preços caírem.          

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