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BC sobe previsão de inflação de 2011 de 5,8% para 6,4%

BC sobe previsão de inflação de 2011 de 5,8% para 6,4%

Atualizado: Quinta-feira, 29 Setembro de 2011 as 9:33

O Banco Central elevou nesta quinta-feira (29) a sua estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano e de 2012, informou a autoridade monetária por meio do relatório de inflação do terceiro trimestre.

A previsão anterior, feita em junho deste ano, era de que a inflação ficasse por volta de 5,8% em 2011. No documento divulgado nesta quarta, a expectativa da autoridade monetária avançou para 6,4%. Para 2012, a expectativa de inflação da autoridade monetária, que estava entre 4,6% e 4,8%, ficou entre 4,7% e 5%.     Apesar do aumento de sua estimativa de inflação, o Banco Central ainda prevê menos inflação do que o mercado financeiro. Os economistas dos bancos acreditam que o IPCA ficará em 6,52% neste ano, estourando o teto de 6,50% do sistema de metas de inflação, e de 5,52% em 2012.

Sistema de metas para a inflação

Pelo sistema de metas de inflação, que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas. Para 2011 e 2012, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

A autoridade monetária também já informou que não está mais buscando, por meio dos juros e do compulsório (instrumentos que tem à disposição), o centro da meta de inflação neste ano, devido ao choque de "commodities" (produtos básicos com cotação internacional, como alimentos, minério de ferro e petróleo) ocorrido no fim de 2010 e início de 2011 - que pressionou os preços para cima. A intenção do BC é de trazer a inflação para o centro da meta, de 4,5%, em 2012.

Atualmente, a taxa básica de juros da economia brasileira está em 12% ao ano. Para buscar as metas de inflação, a autoridade monetária já subiu os juros em cinco oportunidades neste ano e, posteriormente em agosto (por conta da crise financeira internacional, que tende a desacelerar a economia brasileira) baixou a taxa para o atual patamar de 12% ao ano. O mercado financeiro acredita em mais duas reduções de juros em 2011, com a taxa terminando este ano em 11% ao ano.

Cenário de mercado e de referência

No chamado "cenário de mercado", que utiliza as projeções dos economistas das instituições financeiras e que, portanto, é considerado mais factível, a projeção do BC para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano subiu de 5,8%, em junho deste ano, para 6,4% no documento divulgado nesta quinta-feira (29). Para 2012, a projeção subiu de 4,6% para 5%.

No chamado "cenário de referência", a projeção do Banco Central para o IPCA de 2011 passou de 5,8%, em junho, para 6,4% no relatório de inflação divulgado hoje. Para 2012, a estimativa do BC para a inflação recuou de 4,8% para 4,7%. Este cenário não considera a expectativa dos economistas do mercado financeiro de queda dos juros por parte do BC.          

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