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BCE aumenta compra de dívida pública para US$ 2,6 bi

BCE aumenta compra de dívida pública para US$ 2,6 bi

Atualizado: Segunda-feira, 6 Dezembro de 2010 as 4:06

 O Banco Central Europeu (BCE) aumentou a compra de dívida pública na semana passada para 1,965 bilhões de euros (US$ 2,594 bilhões), em um momento de tensão nos mercados de dívida soberana. O BCE informou nesta segunda-feira que, no entanto, este montante não inclui as compras feitas entre 1º e 3 de dezembro, já que ainda não foram liquidadas. A entidade monetária realizará nesta terça-feira uma operação de retirada de liquidez a taxas de juros variáveis por 69 bilhões de euros, com uma semana de vencimento, para neutralizar o efeito da compra dos bônus públicos e evitar a alta da inflação. A quantidade adquirida na semana passada, de 1,965 bilhões de euros, é a maior compra de dívida pública dos últimos 22 meses. Entre 22 e 26 de novembro, o BCE adquiriu bônus no valor de 1,348 milhões de euros.

Os mercados financeiros supuseram na semana passada, por ocasião da reunião do Conselho do BCE, que a entidade monetária europeia ia estender suas compras de dívida pública. O presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, decepcionou os mercados financeiros ao limitar-se a dizer que a entidade manterá seu programa de compra de dívida pública. Alguns operadores disseram que o BCE tinha comprado dívida pública de Irlanda e Portugal, enquanto Trichet deu em entrevista coletiva detalhes sobre as deliberações do principal órgão executivo. Trichet anunciou um atraso na estratégia de saída das medidas extraordinárias aplicadas na crise com a manutenção das injeções de liquidez ilimitada até 12 de abril.

O presidente do Banco Central da Áustria e membro do Conselho do BCE, Ewald Nowotny, afirmou que a entidade monetária europeia tinha feito uso ativo de seu programa de dívida. O BCE oferecerá nesta terça-feira aos bancos um juro máximo de 1% pela liquidez. Desde 10 de maio, o BCE compra dívida pública dos países que compartilham o euro, sobretudo dos que enfrentam mais dificuldades atualmente, para estabilizar o mercado de bônus públicos e assegurar seu bom funcionamento.

O Eurogrupo discute nesta segunda-feira novas medidas para reduzir a pressão dos mercados de dívida soberana, assim como soluções a médio prazo para enfrentar futuras crises deste tipo. Uma das propostas é aumentar o volume do fundo de resgate temporário aprovado em maio para evitar o contágio da crise grega a outros países da região. O primeiro-ministro de Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, que preside as reuniões do Eurogrupo, é a favor da emissão de eurobônus, mas enfrenta a oposição de países como a Alemanha.    

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