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Bolsa quer reduzir tarifas para pessoas físicas

Bolsa quer reduzir tarifas para pessoas físicas

Atualizado: Sexta-feira, 13 Agosto de 2010 as 12:32

A Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&FBovespa) estuda reduzir as tarifas cobradas das pessoas físicas como forma de atrair mais investidores para os seus pregões. “Estamos debruçados em estudos para criar uma política de tarifação alinhada com as outras Bolsas do mundo e estamos adequando os valores cobrados das pessoas físicas”, afirma Edemir Pinto, diretor-presidente da BM&FBovespa. “As taxas de negociação e de custódia terão benefícios para a pessoa física. Os estudos devem ficar prontos até o final do ano.”

A Bolsa estabeleceu como meta atingir um número de 5 milhões de pessoas físicas cadastradas até o final de 2014. Segundo Edemir, em julho esse segmento de investidores atingiu 600 mil CPFs, com quase 10% de alta sobre os 550 mil do mês de junho. Além da redução de custos, outra parte da estratégia é uma campanha publicitária que será lançada no próximo dia 17, com peças em diversas mídias e foco em educação financeira como forma de atrair o pequeno investidor.

Edemir atribui o crescimento no total de pessoas físicas cadastradas de junho para junho à operação de capitalização do Banco do Brasil. “Como a operação foi realizada em junho e liquidada no início de julho, contribuiu com 80% desse crescimento”, diz ele. A oferta de ações do Banco do Brasil movimentou quase R$ 10 bilhões e as pessoas físicas compraram cerca de 15% dos papéis ofertados.

Apesar do esforço da Bolsa em atrair mais os pequenos investidores, a participação das pessoas físicas no total negociado encerrou o segundo trimestre deste ano em 26%, diante de uma fatia de 30,4% que detinham em junho de 2009.

O diretor executivo-financeiro da BM&FBovespa, Eduardo Guardia, justifica a retração, lembrando que houve um aumento na participação dos aplicadores institucionais locais. Segundo os dados da Bolsa, esses grandes investidores elevaram sua participação de 24,7% em junho do ano passado para 34,6% ao final do primeiro semestre. Os estrangeiros tiveram sua fatia reduzida de 36,6% para 28,6% na mesma base de comparação.

Edemir afirma que todas as iniciativas que a Bolsa já tem feito no sentido popularizar o mercado acionário serão mantidas, “mas irão ganhar mais musculatura e abrangência”. Ele não detalha os custos da nova campanha, que irá contar com a participação de Pelé, mas diz que ela está dentro do orçamento total de divulgação e promoção para este ano, que é de R$ 25 milhões. A campanha terá duração de dois anos.

“O aumento no volume de pessoas físicas também estará atrelado às aberturas de capital que deverão ocorrer no País nos próximos anos”, afirma o presidente da Bolsa, de forma otimista.

Postado por: Thatiane de Souza

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