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Bolsas europeias operam em queda diante de crise na região

Bolsas europeias operam em queda diante de crise na região

Atualizado: Segunda-feira, 21 Novembro de 2011 as 10:44

As bolsas de valores da Europa operavam em baixa nesta segunda-feira (21), com um alerta da agência de classificação de risco Moody's sobre a França, ampliando as preocupações sobre a crise de dívida da zona do euro.

A agência de classificação de risco Moody's disse que a alta recente nos juros pagos na dívida governamental francesa e perspectivas menores de crescimento econômico podem ser fatores negativos para a nota de crédito do país. "A persistente elevação nos custos de financiamento por um período prolongado amplificariam os desafios fiscais que o governo francês enfrenta, em meio à perspectiva de deterioração do crescimento, com implicações negativas ao crédito", disse a autoridade sênior de crédito Alexander Kockerbeck no documento Perspectiva Semanal da Crédito, datado de 21 de novembro.

Perto das 9h (horário brasileiro de verão), em Londres, o índice Financial Times recuava 2,03%; em Frankfurt, o índice DAX caía 2,43%. Em Paris, o índice CAC-40 perdia 2,43%. Em Milão, o índice Ftse/Mib tinha desvalorização de 2,73%. Em Madri, o índice Ibex-35 retrocedia 1,88%. Em Lisboa, o índice PSI20 caía 0,24%%.

Bolsas asiáticas

Nesta segunda, as bolsas de valores asiáticas fecharam em baixa , com incerteza continuada sobre como os líderes da zona do euro responderão às dificuldades dos bancos, enquanto os políticos dos Estados Unidos aparentemente fracassavam em acertar uma redução de déficit.

O índice de Seul encerrou em baixa de 1,04%. A bolsa de Taiwan tombou 2,64%, enquanto o índice referencial de Xangai perdeu 0,06%. Cingapura retrocedeu 1,19% e Sydney fechou com desvalorização de 0,33%

Na véspera, o Partido Popular, de centro direita, obteve maioria esmagadora na eleição parlamentar na Espanha , como resultado da punição dos eleitores ao governista Partido Socialista por causa da grave crise econômica do país.

Com quase 100% das cédulas apuradas, o PP tinha 44,5% dos votos, correspondendo à maioria absoluta na Câmara Baixa do Parlamento, com 186 das 350 cadeiras.

A eleição transcorreu num clima tenso resultante do crescente desemprego, cortes de gastos públicos e um nível de endividamento que pôs o país no centro da crise da zona do euro.

O governista Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), que está no poder há mais de sete anos, conquistou 29% dos votos, equivalentes a 111 cadeiras na Câmara Baixa. Na atual legislatura, o partido possui 169 cadeiras.

O resultado foi o pior para o partido em 34 anos de governos democráticos na Espanha.        

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