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Bovespa acompanha mercados internacionais e opera em baixa

Bovespa acompanha mercados internacionais e opera em baixa

Atualizado: Terça-feira, 4 Outubro de 2011 as 11:24

Preocupações com a saúde do setor financeiro europeu pesam sobre o início do pregão desta terça-feira (4) e estimulam mais aversão a risco nos mercados. No Brasil, a bolsa abriu em queda pelo terceiro dia seguido e o Ibovespa já perde a linha dos 50 mil pontos.

Às 10h42, o índice cedia 1,61%, para 49.974 pontos.

Na véspera, o Ibovespa teve queda de 2,93%, aos 50.791 pontos. O índice ficou apenas 4,4% acima da mínima do ano, de 48.668 pontos.

No mercado americano, as bolsas voltaram para níveis não vistos desde setembro de 2010. O índice Dow Jones caiu 2,36%, aos 10.655,30 pontos, enquanto o Nasdaq recuou 3,29%, aos 2.335,83 pontos, e o S&P 500 perdeu 2,85%, aos 1.099,23 pontos.

As tensões com um default grego voltam a assombrar os agentes na abertura dos negócios. O ministro de Finanças de Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, que lidera o grupo de ministros de Finanças da zona do euro, afirmou ontem que nenhuma decisão sobre o pagamento da parcela de 8 bilhões de euros do plano de ajuda à Grécia deverá ser tomada antes do dia 13.   O ministro das Finanças da Grécia, Evangelos Venizelos, por sua vez, afirmou que o país tem recursos para continuar operando até meados de novembro. Venizelos disse que não foi discutida a questão de um default no encontro de ontem dos ministros europeus das Finanças, em Luxemburgo. Segundo ele, o debate se concentrou na implementação das medidas de austeridade tomadas pelo governo grego e nas reformas estruturais acordadas com os credores internacionais.

Bancos

As declarações não estão acalmando os ânimos. Nesta terça-feira, o primeiro-ministro da Bélgica, Yves Leterme, e outras autoridades discutem as opções para o banco Dexia .

As ações do Dexia, já socorrido pela França e pela Bélgica em 2008, despencaram ontem e voltam a ter forte baixa hoje, após a Moody´s colocar as três unidades operacionais do grupo em revisão para possível rebaixamento. Em encontro, o conselho do banco discutiu inclusive uma possível cisão.

Dexia, BNP Paribas and Société Générale estão resistindo à pressão de reguladores para aceitar mais perdas decorrentes dos títulos da dívida grega que detêm, em meio a críticas de que não teriam registrado as baixas contábeis de modo suficiente.

Ainda no setor bancário, o Deutsche Bank revelou que não deve alcançar a meta de lucro antes de impostos de 10 bilhões de euros em 2011. O banco suíço UBS também revelou que espera registrar um lucro líquido modesto no terceiro trimestre de 2011.

Para agravar a situação, a Standard & Poor's (S&P) revisou para baixo as projeções de expansão da zona do euro em 2012 e disse que a probabilidade de uma nova recessão na Europa no próximo ano está agora em cerca de 40%.

Ainda nesta jornada, nos Estados Unidos, o mercado aguarda as palavras do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, no Congresso do país. Na agenda de indicadores, destaque apenas para o desempenho das encomendas à indústria americana em agosto.          

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