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Bovespa emenda quinto dia de perdas, com baixa de 0,31%

Bovespa emenda quinto dia de perdas, com baixa de 0,31%

Atualizado: Sexta-feira, 15 Abril de 2011 as 8:33

O investidor continua sem encontrar motivos para voltar às compras, o que fez a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) acumular seu quinto dia consecutivo de desvalorização. Desde quinta, a Bolsa já contabiliza uma perda de 4,2%.

Cautela ainda é a palavra de ordem, horas antes da divulgação de uma importante bateria de indicadores na China (produção industrial, vendas do varejo, inflação).

O cenário externo e doméstico também segue complicado, como enfatizam analistas.

"Estamos num momento de notícias muito ruins. E cada dia aparece algo novo. Hoje, nós temos a questão do orçamento nos EUA, que está preocupando, o risco nuclear do Japão, e por aqui, a alta da inflação, e a valorização contínua do real", comenta Ivanor Torres, chefe do departamento de análise da Geral Investimentos.

Ele chama a atenção para a fuga de capital estrangeiro da Bolsa brasileira, que deixa o mercado sem "dinheiro novo" para alimentar uma recuperação.

Segundo dados da BM&FBovespa, as vendas de papéis por "não-residentes" superam as compras por US$ 320 milhões (até o dia 12).

Com a Bolsa em queda, e o dólar em alta (o que reduz o retorno em dólares), o investidor "de fora" encontra poucos motivos para aplicar no mercado de ações. Além disso, a "guerra cambial", expressão consagrada pelo ministro Guido Mantega (Fazenda) alimenta especulações a respeito de barreiras para aplicações de estrangeiros na praça financeira.

O índice Ibovespa, que reflete os preços das ações mais negociadas, retrocedeu 0,31% no fechamento, aos 66.278 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,3 bilhões. Nos EUA, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, avançou 0,12%. Mas o índice mais abrangente, o S&P500, ficou estável.

As ações da Petrobras tiveram perdas de 0,65% (preferenciais) e 1,65% (ordinárias), puxando a desvalorização do índice. Por outro lado, os investidores correram para os papéis da Vale, que subiram 1,10% (preferenciais) e 1,26% (ordinárias), "contrabalançando" as perdas do dia.

O dólar comercial foi negociado por R$ 1,580, em queda de 0,69%. A taxa de risco-país marca 171 pontos, número 0,58% acima da pontuação anterior.

O Departamento de Trabalho dos EUA revelou um aumento na procura por auxílio-desemprego. O número de pedidos iniciais desse benefício aumentou para 412 mil até a semana passada, em um incremento de 27 mil registros sobre a cifra imediatamente anterior. Economistas do setor financeiro projetavam um número em torno de 380 mil.

Outro órgão do governo americano, o Departamento de Trabalho, registrou uma inflação de 0,7% em março ante 1,6% em fevereiro e 0,8% em janeiro, pela leitura do PPI (índice de preços ao produtor, na sigla em inglês). Analistas do mercado projetavam uma variação de 1% para esse mês.

No front doméstico, entre as poucas notícias de destaque no dia, a Fiesp (federação das indústrias paulistas) registrou a criação de 16.500 vagas em março, acumulando 50.500 novos empregos no primeiro trimestre. Em relação ao mesmo período de 2010, houve um crescimento de 2% na geração de postos de trabalho.

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