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Bovespa fecha com avanço de 1,8%, mas tem perda de 1,2% no mês

Bovespa fecha com avanço de 1,8%, mas tem perda de 1,2% no mês

Atualizado: Sábado, 12 Fevereiro de 2011 as 9:56

Os desdobramentos mais recentes da crise egípcia, com a renúncia do ditador Hosni Mubarak, contribuiram para reduzir o nervosismo dos mercados nesta sexta-feira. Com menos um fator de risco no radar, os investidores voltaram às compras, puxando as principais Bolsas de Valores, o que reforçou a recuperação da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), que já abriu em um tom mais positivo que os demais mercados.

A forte queda nos preços do barril de petróleo (uma baixa de 1,5% na Bolsa de Nova York, a referência mundial) foi um dos sinais mais explícitos do "alívio" com o provável fim das turbulências no país árabe, que controla uma rota estratégica (o canal de Suez) para o fornecimento mundial desse commodity.

O Ibovespa, principal termômetro dos negócios da Bolsa brasileira, avançou 1,82% no fechamento, aos 65.755 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,78 bilhões. Nos EUA, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, sobe 0,32%, pouco antes do encerramento dos negócios.

O desempenho das ações do setor bancário combinou mais uma vez um volume robusto de negócios com boas altas. Entre os cinco papéis mais negociados da Bolsa brasileira, as ações do Itaú-Unibanco e do Banco do Brasil subiram 3,88% e 4,74%, respectivamente. As "blue-chips" Vale e Petrobras, sempre no topo dos papéis de maior giro da Bolsa, valorizaram 1,55% e 0,5%.

Os analistas da Lerosa Investimentos apostam que, num cenário de menor aversão ao risco, é possível contar com um retorno gradativo dos investidores estrangeiros ao mercado brasileiro. Neste mês, o saldo entre compras e vendas ficou negativo em mais de R$ 1 bilhão, o que se refletiu no desempenho da Bolsa, que chegou a desvalorizar mais de 7% desde o início do ano. Os investidores "não-residentes" respondem por cerca de um terço dos negócios da Bovespa.

O dólar comercial foi cotado por R$ 1,667, em baixa de 0,23%. A taxa de risco-país marca 176 pontos, número 4,14% acima da pontuação anterior.

Entre as outras notícias importantes do dia, o governo americano revelou que o deficit comercial desse país subiu quase 33% em 2010 e atingiu US$ 40,58 bilhões, pouco acima das projeções de economistas do setor financeiro.

Uma influente pesquisa privada, a cargo da Universidade de Michigan, mostrou um nível de otimismo maior do que o esperado entre os consumidores dos EUA. O índice que reflete o nível de confiança dos americanos na economia atingiu 75,1 pontos em fevereiro, ante 74,2 em janeiro. Trata-se do maior nível desde junho de 2010, levemente acima das projeções dos analistas (75 pontos). O número deste mês, no entanto, ainda é uma estimativa preliminar, que vai sofrer revisões.

O governo espanhol informou que a economia do país teve um crescimento de 0,2% no quarto trimestre ante o terceiro, mas apresentou uma contração de 0,1% em todo o ano de 2010.

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontou que o nível de emprego do setor industrial teve uma expansão de 3,4% em 2010, ante o ano de 2009, a taxa mais elevada de uma série histórica iniciada em 2002.

No front corporativo, a fabricante francesa de pneus Michelin reportou um lucro de 1,05 bilhão de euros (cerca de US$ 1,4 bilhão) no exercício de 2010, ante um ganho de 104 milhões de euros no balanço de 2010.  

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