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Bovespa muda sinal de baixa da abertura

Bovespa muda sinal de baixa da abertura

Atualizado: Quarta-feira, 25 Maio de 2011 as 11:18

BRASÍLIA - A Bolsa de Valores de São Paulo abriu o dia em baixa, acompanhando o sinal dos mercados externos. Ontem, a Bolsa se recuperou, com os investidores em busca de papéis baratos e com a repercussão pela melhora na perspectiva do rating (nota) do Brasil pela agência de classificação de risco Standard & Poor''s. Hoje, porém, as tensões no mercado internacional continuam com a crise da dívida na zona do euro e os primeiros indicadores, que foram ruins. Às 10h51 (horário de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) subia 0,19%, aos 63.451 pontos.

"A Bolsa está travada entre os 62 mil e 65 mil pontos. Enquanto as tensões na Europa permanecem, a Bovespa se ressente de compradores finais", analisa um operador de uma corretora paulista. "Todo mundo acha que a Grécia vai quebrar, mas a questão é saber quando. Diante desse quadro, os investidores adotam a cautela", completa o mesmo profissional.

Mesmo retomando os 63 mil pontos, analistas gráficos argumentam que o Ibovespa prossegue dentro do "bear market" (mercado de baixa). Ontem, o índice à vista rompeu a resistência dos 63.300 pontos, aos 63.336,75 pontos, com o próximo teto situando-se em torno dos 65.200 pontos. O suporte mais forte, por sua vez, estaria próximo aos 61 mil pontos.

No mercado internacional, os indicadores conhecidos até agora não foram positivos. O sentimento do consumidor da Alemanha deverá piorar em junho, afetado pelos altos preços da energia e pela crise de dívida da Grécia, afirmou o grupo de pesquisas GFK. O índice GFK de junho caiu de 5,7 pontos em maio para 5,5 pontos em junho. O resultado ficou abaixo das estimativas de 5,6 pontos.

Na Europa, os investidores também acompanham com ansiedade as negociações sobre uma nova ajuda para a Grécia, em meio aos temores de reestruturação da dívida. Analistas enxergam forte risco de contágio da turbulência para outras economias da região que até então conseguiam isolamento, como Espanha e Itália.

As encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos, por sua vez, caíram 3,6% em abril, para o valor sazonalmente ajustado de US$ 189,89 bilhões, informou o Departamento de Comércio. A queda foi pior do que a de 2,1% esperada pelos economistas, e a maior desde outubro do ano passado.

Também nos EUA, chama atenção reportagem do Wall Street Journal, apontando que cinco dos maiores bancos do país enfrentam o risco de perdas de US$ 17 bilhões em ações judiciais, caso não seja atingido acordo para resolver práticas referentes a execuções de hipotecas.

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