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Bovespa opera em alta à espera de plano europeu contra crise

Bovespa opera em alta à espera de plano europeu contra crise

Atualizado: Segunda-feira, 24 Outubro de 2011 as 2:27

A bolsa brasileira opera em alta nesta segunda-feira (24), embora a cautela prevaleça no exterior, diante da expectativa do anúncio de um plano europeu de combate à crise apenas na quarta-feira.

Às 13h52, o Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, subia 2,57%, para 56.674.

Nesta semana, os investidores iniciam os negócios com certa moderação, já que, conforme o esperado, o encontro entre líderes europeus não trouxe nenhuma solução final para a crise da dívida soberana.   Na sexta-feira, o Ibovespa teve forte ganho de 2,31%, aos 55.255 pontos. Na semana, mesmo com apenas duas altas, o índice conseguiu avançar 0,4%. No mês, o Ibovespa já sobe 5,6%, mas, no ano, ainda perde 20,3%. Os líderes adiaram novamente a tomada de difíceis decisões para salvar o continente da crise, mas prometeram no domingo que vão fazer um plano completo. A cobrança maior recaiu sobre o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, uma vez que muitos temem que a Itália possa ser a próxima vítima da crise da dívida se não realizar rapidamente grandes cortes orçamentários.

O presidente francês Nicolas Sarkozy disse que a União Europeia vai obrigar os bancos a elevar suas reservas de liquidez em 2012 a níveis muito altos e antes do prazo solicitado originalmente.

Já Berlusconi convocou para hoje o Conselho de Ministros, em caráter extraordinário. Segundo o jornal espanhol El País, a reunião do gabinete vai servir para discutir novas medidas de ajuste. Ainda que não haja detalhes, Berlusconi já adiantou que, entre elas, vai haver a avaliação de um aumento na idade de aposentadoria, para 67 anos.

Indicadores

A Eurostat, a agência de estatísticas da região, revelou que as encomendas à indústria da zona do euro cresceram 1,9% em agosto na comparação com julho, a primeira alta desde maio, e 6,2% na base anual.

Já o setor privado da zona do euro contraiu-se mais rapidamente em outubro, apontando para um risco crescente de que a região volte a enfrentar recessão.

O Índice dos Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) composto para a zona do euro, divulgado pela Markit Economics, caiu de 49,1 em setembro para 47,2 em outubro, o menor nível desde julho de 2009. O número ainda é preliminar.

O PMI da indústria de transformação cedeu de 48,5 para 47,3, entre os dois meses, e o de serviços passou de 48,8 para 47,2. Números abaixo de 50 significam contração da atividade.

Na China, por sua vez, o Índice dos Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês), uma medida do HSBC para a atividade industrial, subiu da leitura final de 49,9 em setembro para o número ainda preliminar de 51,1, em outubro.

Nos Estados Unidos, em dia de agenda mais esvaziada, o Índice de Atividade Nacional dos EUA, compilado pelo Federal Reserve Bank de Chicago, subiu de -0,59 em agosto para -0,22 em setembro, enquanto sua média móvel em três meses, considerada mais significativa, passou de -0,28 para -0,21.        

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