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Brasil e países do norte da África discutem ampliação das relações comerciais

Brasil e países do norte da África discutem ampliação das relações comerciais

Atualizado: Segunda-feira, 26 Janeiro de 2009 as 12

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, acompanhado de 92 empresários brasileiros de vários setores, chegou no último domingo, dia 25 de janeiro, ao norte da África para visita de uma semana. A comitiva busca aumentar as relações comerciais com os quatro países da região e a Líbia foi o primeiro destino.

Logo de manhã, a delegação brasileira e empresários da Líbia participaram de um seminário, onde falaram das intenções de aumentar o comércio bilateral. O ministro Miguel Jorge abriu o encontro apresentando um panorama atual da economia brasileira. Ele destacou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) - a soma de todas as riquezas produzidas no país - de 5,7% em 2007, lembrando que o país é o terceiro maior produtor mundial de calçados, o quinto maior exportador do mundo de produtos agrícolas e o décimo maior produtor de aço.

No discurso, Miguel Jorge também destacou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que prevê investimentos de US$ 275 bilhões até 2010 nas áreas de infra-estrutura logística, energética e social e urbana. "Entre nossas metas até 2010, vamos ampliar a participação das exportações brasileiras  e aumentar em 10% o número de micro e pequenas empresas exportadoras. Para tanto, contamos com o apoio financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), cujos investimentos até 2010 são da ordem de US$ 90,3 bilhões", disse.

Sobre a missão comercial ao norte da África, o ministro disse que as perspectivas de novos negócios são muito positivas, principalmente nos setores de alimentos, agronegócios, tecnologia da informação, defesa, serviços e infra-estrutura. "Na Líbia, 90% dos negócios bilaterais são basicamente em torno de três produtos. Compramos petróleo, nafta e propeno e exportamos minério de ferro e açúcar. Então, agora queremos ampliar esta pauta e tenho certeza de que nossos empresários estão preparados para enfrentar os concorrentes da Europa e da Ásia".

O secretário do Comitê Geral Popular para Economia, Comércio e Investimentos da Líbia, Ali Abdel-Aziz Isawi, que também participou do seminário, demonstrou interesse em estabelecer parcerias com empresários brasileiros, especialmente no setor de alimentos, já que a Líbia importa quase 90% do que consome.

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