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Brasil é principal destino de investimentos estrangeiros na América Latina e Caribe

Brasil é principal destino de investimentos estrangeiros na América Latina e Caribe

Atualizado: Quinta-feira, 25 Setembro de 2008 as 12

Brasil é principal destino de investimentos estrangeiros na América Latina e Caribe

Apesar da crise financeira mundial, os investimentos externos diretos alcançaram recorde histórico em 2007, totalizando US$ 1,83 trilhões - US$ 400 bilhões a mais que o recorde anterior, registrado no ano 2000. O Brasil foi o principal destino de investimentos na América Latina e Caribe, segundo relatório da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad), divulgado ontem, dia 24 de setembro.

A região recebeu investimentos de US$ 126 bilhões em 2007. No Brasil, o valor foi de US$ 34,6 bilhões, 84% a mais do que os US$ 18,8 bilhões registrados em 2006, superando o México.

A maior alta de investimentos no país ocorreu no setor primário e na indústria baseada em recursos naturais, com destaque para os segmentos de mineração, metalurgia, bebidas e alimentos, refino e produtos químicos.

O México caiu para o segundo lugar no ranking de preferências para investimentos estrangeiros diretos na região, com US$ 24,7 bilhões. O valor, ainda assim, é superior ao de 2006, quando o país recebeu US$ 19,3 bilhões de investimentos diretos. De acordo com a Unctad, isso comprova que o país, tradicionalmente sensível aos ciclos econômicos norte-americanos, não foi impactado pela retração registrada nos Estados Unidos no segundo semestre de 2007.

O Chile foi o terceiro principal destino de investimentos estrangeiros diretos na América Latina e Caribe no ano passado, com US$ 14,5 bilhões. Juntos, Brasil, México e Chile receberam 54% dos investimentos na região. A participação do três sobe para 70%, caso sejam excluídos os centros financeiros off shore, como as Ilhas Cayman.

Apesar de atraírem cada vez mais recursos estrangeiros, os países latino-americanos e caribenhos estão reduzindo seus investimentos no exterior. Em 2007, a queda foi de 43% , com um fluxo total de aplicações externas de US$ 24 bilhões. O Brasil foi o principal responsável pela redução - os investimentos brasileiros diretos no exterior caíram de US$ 28 bilhões em 2006 para US$ 7 bilhões em 2007. Já os investimentos mexicanos cresceram 43%, totalizando US$ 8,3 bilhões.

O cenário para 2008 é menos animador. Segundo a Unctad, os efeitos da crise financeira mundial devem ser sentidos mais fortemente este ano. A expectativa é de redução no ritmo de crescimento do Produto Interno Bruto mundial, após quatro anos de elevação robusta. Os altos preços da energia e dos alimentos devem agravar a situação, na avaliação da Unctad. A situação só não será pior graças ao crescimento das economias em desenvolvimento. "O crescimento econômico dos países em desenvolvimento poderá compensar o crescimento mais fraco dos países ricos", concluem os economistas da Unctad.

Pesquisa realizada com grandes corporações indica que apenas 5% delas esperam a redução do ritmo de investimentos estrangeiros diretos na América Latina e Caribe. No mundo todo, o Brasil é o sétimo país mais promissor para expansão de negócios no médio e longo prazo graças, principalmente, ao potencial de crescimento do mercado local.

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