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Brasil precisa reduzir juros e aumentar gastos públicos, diz presidente do Ipea

Brasil precisa reduzir juros e aumentar gastos públicos, diz presidente do Ipea

Atualizado: Terça-feira, 10 Fevereiro de 2009 as 12

O presidente do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), Marcio Pochmann, afirmou na segunda-feira, 9 de fevereiro, que o governo precisa editar medidas emergenciais o quanto antes para que a crise financeira internacional não agrave ainda mais a situação no Brasil. "O desbloqueio dos gastos públicos é a principal delas", afirmou.

Outra medida, segundo ele, é a redução da taxa de juros que começou a cair no mês passado. "Recomendo que os juros caiam entre 5 e 6%", aconselhou. A queda, porém, não precisa ser brusca. "A diminuição pode acontecer de maneira gradativa", disse.

Entretanto, o economista alerta que o desbloqueio dos gastos públicos não pode ser confundido com enxugar a máquina estatal: "Cortar os gastos hoje é acabar com os impostos de amanhã. O governo tem sido importante ao fornecer benefícios como o seguro-desemprego e o bolsa-família, que ajudam a aquecer a economia".

Para Pochmann, cabe ao governo "injetar recursos na veia o quanto antes". "As alternativas criadas pelo governo são boas, mas precisam acontecer logo", ressaltou. O economista comentou ainda que as "quase medidas" como o aumento do salário mínimo para R$ 465 já são perceptíveis na economia. "Os resultados apareceram na produção e comercialização de veículos."

O presidente do Ipea afirmou também que a economia brasileira vive uma "quase recessão". "Os dados da indústria são preocupantes porque é este setor que antecipa a crise", ressaltou.

Em março, o Ipea deverá fazer a projeção do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2009. "Com a crise financeira internacional, junto à sazionalidade deste primeiro trimestre, em que a economia é mais morna, os impactos ficaram mais visíveis", completou. Pochmann prevê que o ano pode não ser tão ruim. "O cenário é de expansão o ano todo na economia".

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