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"Calote" das empresas cresce no primeiro trimestre

"Calote" das empresas cresce no primeiro trimestre

Atualizado: Quinta-feira, 28 Abril de 2011 as 10

Os empresários brasileiros encontraram mais dificuldades para pagar as contas no primeiro trimestre deste ano. O efeito disso foi o crescimento de 1,5% no calote entre janeiro e março deste ano, na comparação com o mesmo período de 2010, segundo pesquisa da empresa de análise de crédito Serasa Experian, divulgada nesta quinta-feira (28).

De acordo com os economistas da Serasa, o ciclo de elevação dos juros, a valorização do real, a lenta recuperação global e a inflação crescente estão mudando a estrutura de custos e a capacidade de pagamento das empresas. Apesar disso, a atividade econômica ainda está aquecida – com o avanço do consumo privado engordando o caixa das empresas –, o que ajudou os empresários a honrar os compromissos financeiros.

Na comparação de março com fevereiro deste ano, houve um crescimento de 16,3% no calote – reflexo do aumento de 27,8% na quantidade de cheques devolvidos por falta de fundos. As dívidas com bancos cresceram 11,8% no mês passado e os títulos protestados, 9,1%. Na comparação com março do ano passado, por sua vez, houve leve queda de 0,6%.

Valor médio das dívidas

De janeiro a março, o valor médio das dívidas com bancos foi de R$ 5.129,52 - uma uma alta de 6,8% ante o mesmo período de 2010. Os títulos protestados, por sua vez, tiveram no primeiro trimestre do ano um valor médio de R$ 1.687,86 (alta de 8,4%).

Os cheques sem fundos tiveram, de janeiro a março, um valor médio de R$ 2.029,13 (2,7% de crescimento frente à igual período de 2010).

Análise por porte

O calote das micro e pequenas empresas cresceu 1,7% no primeiro trimestre. Já entre as médias empresas houve recuo de 3%. Nas grandes empresas, por sua vez, a elevação também foi de 1,7%.

Em março de 2011, na comparação com fevereiro, a inadimplência das micro e pequenas empresas cresceu 16,5%. As médias empresas, por sua vez, tiveram uma alta de 11,3% na relação mensal, e as grandes tiveram um crescimento de 16%.

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