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Captação da poupança recua 62% até outubro, para R$ 10,5 bilhões

Captação da poupança recua 62% até outubro, para R$ 10,5 bilhões

Atualizado: Segunda-feira, 7 Novembro de 2011 as 11:21

Os depósitos de recursos da caderneta de poupança superaram as retiradas em R$ 10,56 bilhões no acumulado de janeiro a outubro deste ano, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (7) pelo Banco Central.

Com isso, houve uma queda de 62,6% frente ao ingresso de R$ 28,3 bilhões registrado em igual período do ano passado. Em todo ano de 2010, a poupança bateu recorde em termos de captação de recursos. No ano passado, os depósitos superaram as retiradas em R$ 38,6 bilhões.

Dados do próprio Banco Central mostram que o menor ingresso de recursos na poupança, que vem sendo registrado neste ano, acontece em um momento de elevação da taxa de inadimplência. Em setembro, por exemplo, a inadimplência permaneceu no patamar mais alto desde janeiro de 2010.

Resultado de outubro

Somente em outubro, houve o ingresso líquido (acima das retiradas de recursos) de 1,07 bilhão na caderneta de poupança. Trata-se da menor captação de recursos desde junho, quando houve o ingresso líquido (acima do volume de retiradas) de R$ 220 milhões.

No último mês, ainda de acordo com o Banco Central, os depósitos de recursos na caderneta de poupança somaram R$ 105,31 bilhões, enquanto que as retiradas totalizaram R$ 104,23 bilhões.

Os rendimentos creditados nas contas dos poupadores, por sua vez, totalizaram R$ 2,36 bilhões no mês passado. No fim de outubro, o volume total de recursos depositado na caderneta de poupança somava R$ 411,87 bilhões, contra R$ 408,44 bilhões em setembro e R$ 378,79 bilhões no fim de 2010.

Queda dos juros básicos

Apesar da queda do ingresso de recursos na poupança, especialistas avaliam que as perspectivas são boas para esta modalidade de investimentos em função da queda da taxa básica de juros da economia.

Atualmente, os juros básicos estão em 11,5% ao ano após dois recuos de 0,5 ponto percentual nas últimas reuniões do Copom, colegiado do BC que define os juros. A expectativa do mercado financeiro é de mais uma queda, para 11% ao ano, no fim deste mês.

Com a queda dos juros básicos da economia, aumenta a atratividade da caderneta de poupança frente a outros investimentos em renda fixa. Na poupança, cuja correção é determinada pela variação da taxa referencial (TR) mais 0,5% ao mês, não é cobrada taxa de administração e nem Imposto de Renda (IR) - ao contrário dos investimentos em fundos.

De janeiro a outubro deste ano, a caderneta de poupança apresentou um rendimento de aproximadamente 6,3%. No mesmo período, os fundos de renda fixa, de acordo com dados da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), apresentaram uma remuneração de 10,38%, enquanto que os fundos referenciados em DI (que acompanham os juros básicos da economia) apresentaram rendimento de cerca de 9,85%.            

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