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Carteira de crédito da Caixa cresce 56% no primeiro bimestre

Carteira de crédito da Caixa cresce 56% no primeiro bimestre

Atualizado: Sexta-feira, 26 Março de 2010 as 12

Com a taxa Selic em seu menor patamar desde a criação do Copom, em 1996, a Caixa Econômica Federal expandiu a carteira de crédito em 56% no primeiro bimestre do ano na comparação com o mesmo período de 2009, atingindo mais de R$ 130 bilhões.

As informações foram divulgadas pelo banco à Folha Online nesta sexta-feira. Entre os motivos apontados para a expansão, está a manutenção das taxas de juros no bimestre, após sete reduções ao longo do ano passado, acompanhando o movimento da Selic. A Caixa também atribui a alta às melhorias feitas em alguns produtos.

"A previsão é de que o desempenho da Caixa supere a expansão de mercado neste ano, repetindo o verificado em 2009, dada a sua estratégia para o crédito, com crescimento de 30% e destaque para a prática das menores taxas do mercado", avalia o vice-presidente de Finanças, Márcio Percival Alves Pinto.

No ano passado, os bancos públicos - Caixa e Banco do Brasil - foram incentivados pelo governo federal a ativarem o crédito no país, que foi duramente castigado pela crise financeira global. A carteira de crédito da Caixa cresceu 55,3% em 2009, enquanto Itaú Unibanco, Santander e Bradesco tiveram aumento de 2,4%, 1,7% e 6,8% em suas carteiras, respectivamente, no comparativo com 2008.

Entre as linhas que tiveram destaque neste bimestre, está o empréstimo destinado à aquisição de bens de consumo durável. O banco concedeu em janeiro e fevereiro deste ano cerca de R$ 30,8 milhões, com mais de 35 mil contratações. A concessão média mensal desta linha de empréstimo saltou de um volume de R$ 8,9 milhões em 2009 para R$ 15,4 milhões em 2010.

Outro destaque foi o penhor, que apresentou no primeiro bimestre deste ano 1,2 milhão de contratos, somando R$ 877,1 milhões em empréstimos, superior em 9,2% ao volume emprestado em 2009.

Além de redução na taxa de juros, o penhor passou por alterações, como aumento do percentual de empréstimo em relação ao valor da avaliação e reajuste da tabela de avaliação, "propiciando um maior valor de empréstimo com a mesma garantia", informa a instituição.

Em habitação, foram liberados mais de R$ 10 bilhões nos dois primeiros meses do ano - mais que o dobro registrado no primeiro bimestre do ano passado - e o montante já ultrapassa R$ 11 bilhões até a primeira quinzena deste mês. Ao todo, foram mais de 190 mil contratos habitacionais até o último dia 15, com média de 4.000 por dia.

A meta para o ano é destinar R$ 50 bilhões para a casa própria. No ano passado, a Caixa liberou R$ 47 bilhões em financiamentos para o setor, o dobro do total de 2008.

Juros

Dados do Banco Central apontaram que os bancos públicos lideraram as altas nas taxas de juros nos empréstimos para o consumidor em 2010. A instituição, no entanto, nega. "A Caixa vem mantendo suas taxas de juros inalteradas desde o segundo semestre de 2009", disse o vice-presidente de Finanças.

Na última quarta-feira, dia 24, os presidentes do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, e da Caixa, Maria Fernanda Coelho, rebateram as críticas sobre o aumento e reclamaram da metodologia do ranking do Banco Central.

Os presidentes defendem a publicação das taxas mínimas e máximas praticadas por cada instituição já que a taxa média não retrata os valores de forma fiel, segundo eles.

Por: Mariana Sallowicz

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