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A CCX é resultado da cisão dos ativos de carvão mineral da MPX

Ação da CCX, de Eike Batista, estreia com queda na Bovespa

Atualizado: Sexta-feira, 25 Maio de 2012 as 1:56

O empresário Eike Batista, CEO do grupo EBX, esteve em São Paulo nesta sexta-feira (25) para a cerimônia de adesão da CCX ao Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). No início do pregão, os papéis abriram cotados a R$ 8,50. Logo nos primeiros movimentos, registravam queda em torno de 3%.

 

Já as ações da MPX,  das quais os papéis da MPX foram desmembrados, abriram em forte alta, perto de 6%.
Porém, mais tarde, a ação da CCX passou a subir. Perto das 13h30, os papéis tinham alta de 2,12%.


Hoje, o grupo EBX conta com cinco empresas com ativos negociados na Bovespa: MMX (mineração), OSX (indústria naval offshore), LLX (logística), MPX (energia) e OGX (óleo e gás).
Questionado sobre os sinais de que é um homem de sorte, por sempre encontrar recursos naturais onde atua, Eike respondeu: "Isso é resultado de muito conhecimento, talentos extraordinários e gastei US$ 5 bilhões arriscando”.

Cisão
A CCX Carvão da Colômbia é um projeto greenfield (projeto de planta nova a partir do zero) de mineração de carvão, resultado da cisão da MPX. O projeto é composto por uma mina subterrânea, com capacidade de produção estimada em até 30 milhões de toneladas por ano; duas minas a céu aberto, com capacidade estimada de produção anual de 5 milhões de toneladas; e um sistema logístico composto por uma ferrovia de 150 Km de extensão e um porto de águas profundas em área protegida.

De acordo com a empresa, o projeto da CCX, localizado no sul do Departamento de La Guajira, possui 5,8 bilhões de toneladas de recursos de carvão mineral de alta qualidade. O volume total de reservas alcança 715 milhões de toneladas, que permitem mais de 30 anos de produção.
Mais de 90% do minério da mina de San Juan é PCI, considerado um carvão de maior qualidade que o carvão térmico e, portanto, pelo qual o mercado chega a pagar 30% mais que o preço do carvão básico.
Para Eike Batista, a região é o “Carajás do carvão”. O início da produção está previsto para ocorrer em 2017. O projeto integrado de mina, porto e ferrovia vai consumir investimentos da ordem de US$ 5,5 bilhões.

Sócios
Durante coletiva de imprensa, Eike garantiu que há mais sócios querendo entrar na companhia, sem contudo, citar nomes, limitando-se a dizer que o próximo sócio do Grupo EBX pode ser “talvez um grupo asiático”. “Depois que a Mubadala nos auditou, ficou fácil.”

Segundo o empresário, ele pode captar mais US$ 500 milhões em breve. “A GE é um grupo gigante que enxergou na EBX um grupo que entrega. Estou cansado de vocês sempre quererem o carimbo de outra empresa de fora. Presta atenção: a referência vai ser a EBX.”


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