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É cedo para euforia com fechamento das Bolsas em alta, diz economista

É cedo para euforia com fechamento das Bolsas em alta, diz economista

Atualizado: Terça-feira, 14 Outubro de 2008 as 12

É cedo para euforia com fechamento das Bolsas em alta, diz economista

A recuperação da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nesta segunda-feira, dia 13 de outubro, reflete uma maior confiança do mercado, mas ainda não há motivos para euforia, alerta o economista Clodoir Vieira, da Corretora Souza Barros. "Ainda é muito cedo para a gente dizer que está havendo uma reversão no mercado e que a credibilidade voltou", avalia.

Depois de acumular uma perda média de 50% nas últimas semanas, a Bovespa fechou hoje com alta de 14,66%. As Bolsas européias e asiáticas também operaram em alta. Nos Estados Unidos, os índices Dow Jones e Nasdaq subiram mais de 10%.

O movimento positivo, segundo Vieira, ainda não expressa uma tendência. "Vejo ainda como um reflexo de que os bancos centrais estão atuando e mostrando iniciativa conjunta. Isso deu um ânimo para o investidor", pondera.

Reunidos em Paris no última fim-de-semana, os 15 países da zona do euro fecharam um plano conjunto de ajuda ao setor financeiro, que prevê garantia a empréstimos interbancários e medidas para recapitalizar os bancos da região. Como resultado, já nesta segunda-feira, Espanha, Alemanha e França anunciaram planos individuais, com injeção total de quase um trilhão de euros para garantia de empréstimos interbancários. Já o Banco Central Europeu (BCE) anunciou que pretende emprestar aos bancos comerciais qualquer volume solicitado de dólares.

Ministros do G7, Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional (FMI) também debateram, no final de semana, alternativas para acalmar a tormenta do mercado financeiro.

"Os bancos centrais, unidos, mostraram que diminui-se o risco sistêmico e essa era a grande preocupação. Se os bancos voltaram a emprestar dinheiro entre eles, acredito que o mercado volte a se recuperar. No momento, ainda não dá para dizer que a crise acabou", ressalta o economista.

A recuperação total das perdas, na sua avaliação, só deve ocorrer em um período de um ano e meio a dois anos. "Isso para os papéis recuperarem os valores de março. O papel que caiu 50% tem que subir 100% para recuperar o valor", explica. Vieira recomenda cautela aos investidores com dinheiro em caixa. "Não seja afoito achando que a crise acabou e é hora de sair comprando tudo", aconselha.

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