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Cesta básica: feijão e açúcar lideram alta

Cesta básica: feijão e açúcar lideram alta

Atualizado: Quinta-feira, 9 Setembro de 2010 as 2:28

O feijão e o açúcar foram os produtos da cesta de alimentos essenciais cujos preços mais subiram nos últimos 12 meses na cidade de São Paulo. Esses dois itens registraram um aumento acumulado de 35,51% e 24,49%, respectivamente no período, conforme levantamento feito em 17 municípios pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O conjunto de alimentos na capital paulista é o segundo mais caro do País (R$ 235,65) e só perde para Porto Alegre, onde sai por R$ 240,91. Segundo o coordenador da pesquisa, José Maurício Soares, no caso do feijão, o aumento do preço se deve às chuvas.

"O plantio do feijão, que geralmente é em setembro, foi feito em novembro do ano passado, por causa das chuvas, o que fez com que o preço subisse. Mas a última colheita já fez com que o valor reduzisse", explica. De julho para agosto, o item já caiu 10,34%, segundo Soares. O plantio da cana de açúcar também foi prejudicado pelo mesmo motivo. "Com as chuvas, o teor de sacarose é menor e a cana fica aguada, o que leva a uma redução da produção. Por outro lado, com a crise externa, os produtores exportam menos e a oferta no País aumenta. Isso pode levar a uma redução do preço", diz Soares. Segundo o coordenador da pesquisa do Dieese, outro produto que ficou mais caro foi a carne, com um aumento de 10,02% na capital. "O valor da carne subiu por causa da seca.

O pasto seca e o boi não tem o que comer. Assim, os animais emagrecem." Os demais alimentos que sofreram reajustes, porém menos expressivos, foram a banana (9,04%), o pão (5,17%), o arroz (4,08%) e o óleo de soja (0,90%). A dona de casa Walkiria Schwab notou que os preços estão elevados. "Tenho gasto mais. O leite o os frios são os produtos que tiveram aumento mais perceptíveis." Mesmo ocupando o segundo lugar entre as cestas de alimentos mais caras do País, em comparação a julho, no geral, o conjunto de alimentos registrou redução de 1,56% na capital em agosto. Os alimentos determinantes para a queda foram a batata, que diminuiu 25,51% e o feijão carioquinha, cujo preço caiu 10,34%. A maior queda dos últimos 12 meses foi a do tomate, que ficou 13,06% mais barato, seguido do leite (-10,66%), farinha de trigo (-6,97%), café (-5,56%), batata (-3,66%) e manteiga (-2,31%).

De acordo com Soares, os produtos que sofreram alta significativa no preço no início do ano estão ficando mais baratos, após o fim do período de chuvas. "O tomate e a batata sofreram, pois as chuvas alagaram as plantações. Este ano, a colheita foi bem melhor." Para o diretor da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Martinho Paiva Moreira, a perspectiva é que o feijão e a carne tenham redução nos preços e os demais itens da cesta fiquem estáveis. "O feijão deve cair 10% em setembro por causa da nova safra e a carne 5% em outubro, com a chegada das chuvas, que favorece o pasto para o gado."

Postado por: Thatiane de Souza

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