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Cesta básica fica mais barata em fevereiro

Cesta básica fica mais barata em fevereiro

Atualizado: Sexta-feira, 4 Março de 2011 as 9:54

A cesta básica do país ficou mais barata em fevereiro, mas a comida continua muito mais cara do que no ano passado. É o que mostra a pesquisa mensal feita pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em 17 capitais brasileiras. Em nove delas, o custo para comprar o pacote de 13 alimentos diminuiu na comparação com janeiro.

O levantamento, divulgado nesta quinta-feira (3), mostra que as maiores quedas ocorreram em Brasília (-2,02%) e em Florianópolis (-2,07%). O pacote ficou mais barato também em Vitória (-1,58%), Natal (-1,53%), Rio de Janeiro (-1,28%), Fortaleza (-1,25%), Manaus (-1,19%), São Paulo (-0,03%) e Goiânia (-0,02%).

A cesta mais barata do país é a de Aracaju (SE), onde o consumidor desembolsa R$ 190,66 para comprar a carne, o leite, o feijão, o arroz, a farinha, a batata, o tomate, o pão, o café, a banana, o açúcar, o óleo e a manteiga. É a única capital onde se paga menos de R$ 200 pela cesta.

Na comparação com fevereiro do ano passado, os preços continuam muito mais altos. Em 12 cidades, as variações foram de mais de 10%. Em duas, o aumento superou 20% (Goiânia e Fortaleza). Em Salvador, Porto Alegre e Vitória, os produtos subiram menos do que 10%.

A cesta paulistana, que é a mais cara do país, aumentou de R$ 229,64, em fevereiro do ano passado, para R$ 261,18. A alta é de 13,73%. Em Porto Alegre, o segundo no ranking, o valor do pacote passou de R$ 238,46 para R$ 256,51.

Em Manaus, a cesta custa R$ 252,75; em Brasília, R$ 250,48. O Rio de Janeiro completa a lista das cinco cidades com os alimentos mais caros do país. Lá, o pacote sai por R$ 249,02.

Alguns alimentos contribuíram com a queda de preços entre janeiro e fevereiro deste ano. Um deles é a carne, que barateou em 14 capitais; o feijão, por sua vez, ficou mais barato em 15 capitais; o arroz caiu de preço em dez.

De um ano para cá, a carne aumentou em todas, com aumentos acima de 20% na maioria. O feijão subiu em 16, mas em algumas os preços variaram muito, como em Aracaju (69,01%), Manaus (51,86%), Goiânia (45,28%) e Natal (41,09%). Os dois foram os principais responsáveis pela comida cara, diz o Dieese.

O tomate, em algumas cidades, teve aumentos de mais de 25%, tanto na comparação com janeiro quanto em relação a fevereiro do ano passado. O açúcar também encareceu na maior parte do país. O preço do pão ficou maior em 16 capitais entre o começo de 2010 e agora.

Quatro salários mínimos

Considerando o preço da cesta básica na capital mais cara, ou seja, São Paulo, o trabalhador precisaria ter um salário mínimo de R$ 2.194,18 para suprir suas despesas e as da família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, como manda a lei.

O valor corresponde a 4,06 vezes o mínimo em vigor, de R$ 540. Em janeiro, o mínimo deveria ter sido de R$ 2.194,76. Em fevereiro de 2010, o valor era de 2.003,30 (3,92 vezes o mínimo da época, de R$ 510).

Para comprar os alimentos essenciais, um trabalhador que ganha salário mínimo precisou cumprir, em fevereiro, na média das 17 capitais, jornada de 95 horas e 09 minutos, praticamente o mesmo tempo de trabalho de janeiro (95 horas e 3 minutos). Em fevereiro de 2010, a jornada exigida era bem menor: 88 horas e 52 minutos.

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