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Cesta básica fica mais cara em dez de 17 capitais em janeiro, diz Dieese

Cesta básica fica mais cara em dez de 17 capitais em janeiro, diz Dieese

Atualizado: Segunda-feira, 8 Fevereiro de 2010 as 12

O custo de cesta básica aumentou em janeiro em dez de 17 capitais brasileiras pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) nesta segunda-feira (8).

Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta básica, que monitora os preços dos gêneros alimentícios considerados essenciais, as maiores altas foram registradas em Goiânia (4,61%), Salvador (1,43%) e Florianópolis (1,1%) na comparação com o mês anterior.

Os maiores recuos nos preços ocorreram em Belo Horizonte (-3,87%), Brasília (-3,49%) e São Paulo (-1,39%).

Já em relação ao mesmo período de 2009, o valor das cestas caiu em todas as 17 cidades, com destaques para as maiores desvalorizações em Belo Horizonte (-11,35%) e Goiânia (-9,38%.

Porto Alegre teve a cesta básica mais cara entre as capitais, a R$ 236,55; seguida por São Paulo (R$ 225,02).

"O resultado veio dentro das expectativas. Ao contrário de dezembro quando houve queda na maioria das capitais", afirmou o economista José Maurício Soares, coordenador da pesquisa do Dieese. Segundo ele, fevereiro deve registrar um desempenho similar. "A chuva só precisa dar uma trégua para melhorar as estradas e as condições de logística."

Mais 'salgados'

Entre os produtos analisados no mês passado, destaque para o açúcar, que ficou mais caro em 16 das 17 capitais, sendo as maiores altas em João Pessoa (32,47%), Goiânia (19,18%), Vitória (16,97%), Natal (16,77%), Recife (16,56%) e Belo Horizonte (16,35%). Em Aracaju, o preço permaneceu inalterado.

"Neste caso, pesou a expansão da demanda externa e o câmbio desvalorizado, que possibilitou uma competitividade para a exportação", explica Soares, que acredita que tendência de alta permanecerá nos próximos meses pelos mesmos motivos.

O preço do arroz também subiu em 12 capitais em função de problemas com a colheita e o escoamento da safra. Os principais avanços foram em Belo Horizonte (8,51%) e Vitória (7,41%). Soares, no entanto, prevê que o preço do produto irá baixar já neste mês por conta do crescimento dos estoques.

Já a carne e o pão tiveram aumento em 10 capitais, com os maiores índices em Goiânia (6,67%) e Curitiba (3,17), respectivamente. 

Salário ideal

Com base nos preços de Porto Alegre, o Dieese estima que deveria ser de R$ 1.987,26 o valor do salário mínimo necessário para cobrir despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

A quantia é 3,9 vezes maior que o mínimo atual, que corresponde a R$ 510.

Em dezembro, quando o salário mínimo era de R$ 465, o menor salário deveria ser de R$ 1.995,91 (4,29 vezes o mínimo então em vigor).

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