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China diz que não fará corte grande em exportação de terra rara

China diz que não fará corte grande em exportação de terra rara

Atualizado: Segunda-feira, 1 Novembro de 2010 as 11:49

As cotas de exportação de terras raras da China para 2011 não terão corte significativo em relação aos níveis atuais, afirmou um vice-ministro sênior de Comércio do país nesta segunda-feira, reforçando esforços de Pequim para acalmar companhias estrangeiras e governos preocupados com a oferta. Chen Jian fez os comentários em uma entrevista a jornalistas após semanas de agitação internacional sobre a possibilidade da China poder restringir as exportações sobre 97 por cento da produção mundial de terras raras, que produzem metais escassos usados em muitos dispositivos de alta tecnologia.

A fala de Chen foi feita depois que Vietnã e Japão, grande consumidor do produto da China, concordaram em reunião em Hanoi, no domingo, em fazer parceria para produção dos minerais no Vietnã.

Japão e outros países, incluindo os Estados Unidos, afirmam que estão buscando diversificar o acesso a terras raras para além da China, após indicações de que as exportações chinesas seriam interrompidas.

Pequim afirmou repetidamente que está dentro de seus direitos o controle de exportações e que seus clientes internacionais não deveriam ficar alarmados.

"Não creio que haverá um grande corte nas cotas de exportação", disse Chen, quando perguntado se a China reduziria as exportações no próximo ano.

"A China tem um sistema de gerência, a China não tem embargos", disse ele. "Mas isso não significa que você pode comprar livremente, haverá um sistema de cotas, o sistema de cotas é uma forma de administração."

Este ano, Pequim cortou as cotas de exportação em cerca de 40 por cento em relação aos níveis de 2009, afirmando que precisa proteger suas reservas de exploração desenfreada. O país produziu cerca de 120 mil toneladas de terras raras em 2008.

A China detém cerca de um terço de reservas conhecidas e exploráveis de terras raras, mas tem receio de que esses depósitos se esgotem em décadas se mantidos os atuais níveis de produção.    

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