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Clima econômico fica estável na América Latina em janeiro, diz FGV

Clima econômico fica estável na América Latina em janeiro, diz FGV

Atualizado: Segunda-feira, 21 Fevereiro de 2011 as 9:41

O Índice de Clima Econômico (ICE) da América Latina ficou estável em janeiro de 2011, aos 5,8 pontos, em relação ao resultado verificado em outubro do ano anterior, segundo estudo realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e pelo instituto alemão IFO, divulgado nesta segunda-feira (21).

O Índice da Situação Atual (ISA) subiu 0,1 ponto (de 5,8 para 5,9 pontos) e o Índice de Expectativas (IE) teve mesmo recuo, passando de 5,8 para 5,7 pontos.

No mundo, o ISA e o IE avançaram, levando o ICE a 5,9 pontos em janeiro de 2011. Os indicadores mostram que os Estados Unidos estão "em plena recuperação". O IE deste país passou de 6,8 para 7,9 pontos e da ISA de 2,9 para 4,8 pontos, fazendo com que o ICE aumentasse de 4,9 para 6,4 no ICE.

Na União Europeia, o ICE passou de 5,3 para 5,6 pontos. No grupo dos BRICs, a Índia registrou queda de 1,1 ponto no ICE (7,9 para 6,8 pontos) e o Brasil, de 0,1 ponto (de 6,8 para 6,7 pontos). A Rússia manteve o mesmo ICE de outubro de 2010, 5,7 pontos, e a China registou uma pequena melhora (5 para 5,2 pontos) impulsionada pelo aumento no ISA e no IE.

Inflação mundial

No levantamento, foi registrado um aumento da taxa de inflação mundial no ano. Por região, verifica-se que o grupo de países da Comunidade dos Estados Independentes registrou a maior taxa (9,6%, sendo a da Rússia de 9,1%), seguido da América Latina (7,9%) e África (7,3%).

No Brasil

No Brasil, o ICE vem caindo desde janeiro de 2010, quando alcançou 7,8 pontos. Depois passou para 7,3 pontos (sondagens de abril e julho) e caiu novamente para 6,8 pontos, em outubro de 2010. Em janeiro, foi para 6,7 pontos.

No conjunto dos 11 países pesquisados na América Latina, seis tiveram aumento no índice de clima econômico (Chile, Equador, México, Paraguai, Peru e Uruguai). No Chile, Paraguai, Peru e Uruguai, a melhora foi consequência de um aumento do ISA e do IE. No Equador e México, as expectativas não mudaram em relação a outubro.

Comparando os últimos quatro trimestres, o Uruguai passou de segundo para primeiro. Brasil troca de posição com o Chile e cai do terceiro para o quarto lugar. Argentina, México e Bolívia permanecem na mesma posição - sétima, oitava e nona, respectivamente. Equador e Venezuela são os últimos do ranking.

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