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Comércio de roupas e acessórios é 1 em cada 10 novos empreendimentos

Comércio de roupas e acessórios é 1 em cada 10 novos empreendimentos

Atualizado: Terça-feira, 15 Fevereiro de 2011 as 9:21

Os vendedores de roupas e acessórios foram os maiores impulsos dos negócios formalizados no ano passado. Em 2010, a categoria ganhou 92.784 profissionais, ou pouco mais de 1 em cada 10 novos empreendedores registrados pelo MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).

Os dados, divulgados nesta segunda-feira (14), mostrou que os micro e pequenos empresários ajudaram a elevar o total de CNPJs (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) registrados em 2010. Dos 1.370.464 cadastros, mais da metade (exatos 752.628) eram autônomos ou outros profissionais liberais beneficiados pelo programa Empreendedor Individual.

O empreendedor individual é uma figura jurídica criada para incentivar a formalização de pessoas que trabalham por conta própria, como vendedores de cosméticos e artigos de perfumaria, chaveiros, eletricistas, jardineiros, fotógrafos, entre outras profissões.

Cinquenta categorias são responsáveis por 73,2% das formalizações, com 652.221 registros. Do total pesquisado, 339.426 atuam no comércio, 260.582 na área de serviços e 52.213 na indústria.

Cabeleireiros e afins somam 67.136 empreendedores, e donos de mercearias, armazéns, empórios e mini mercados, 28.646. Logo em seguida aparecem os proprietários de lanchonetes, casas de chás e sucos, com 28.457. Na área de bares e afins estão 24.122 profissionais.

Há 23.061 alfaiates e costureiras, 21.919 pedreiros, 19.654 na área de instalação e manutenção de equipamentos de informática, 16.714 ambulantes, como pipoqueiros e vendedores de cachorro quente, 16.528 fornecedores de marmitex e de pizza, 15.373 na área de higiene e beleza, como manicures e esteticistas, e 15.219 eletricistas e instaladores de alarmes, antenas e afins.

O levantamento aponta 14.359 vendedores de produtos de cosméticos e afins, como as vendedoras porta a porta, 12.995 organizadores de festas e eventos, 12.464 oficinas mecânicas, 12.240 vendedores de artigos de armarinho e 11.297 artesãos e fabricantes de materiais diversos.

A lista tem ainda 11.267 pintores de parede, 7.553 serralheiros, 7.518 marceneiros, 6.426 empreendedores que trabalham com pintura de lanternagem e funilaria de veículos, mais 6.426 que trabalham com lavagem e lubrificação de veículos, além de 6.089 comerciantes de miudezas e quinquilharias. Também há 4.407 borracheiros, 4.199 taxistas, 3.880 açougueiros e 3.725 jardineiros.

Como ser empresário

Iniciado em julho de 2009, o programa Empreendedor Individual regularizou a vida de trabalhadores autônomos com renda de até R$ 36 mil por ano e tirou da informalidade os empregados, que agora recebem salário mínimo ou piso da categoria e têm direito aos benefícios sociais.

O custo mensal para tornar-se empreendedor individual é de 11% do salário mínimo para a Previdência Social, mais R$ 1 de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços) no caso de atividades comerciais e industriais ou R$ 5 de ISS (Imposto Sobre Serviços) para quem atua na prestação de serviços.

Uma vez formalizado, o empreendedor passa a poder contar com cobertura previdenciária (aposentadoria e auxílios maternidade, doença e reclusão), acesso a crédito bancário e preferência nas compras governamentais. A formalização pode ser feita pelo Portal do Empreendedor ( http://www.portaldoempreendedor.gov.br/ ) na internet.

Para 2011, a expectativa é que o volume de constituição se mantenha ou ultrapasse o resultado de 2010 em virtude do amadurecimento pelas pessoas das vantagens oferecidas pelo governo para o Empreendedor Individual se formalizar.

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