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Compulsório vai subir para ajudar a frear preços

Compulsório vai subir para ajudar a frear preços

Atualizado: Quinta-feira, 25 Fevereiro de 2010 as 12

Com a economia de volta ao ritmo, o Banco Central (BC) anunciou ontem que vai reverter medidas para facilitar o crédito durante a crise global.

Adecisão afeta os depósitos compulsórios, recursos que os bancos são obrigados a deixar no BC (confira quadro ao lado). Na prática, serão retirados R$ 71 bilhões de circulação na economia. O volume representa cerca de 70% do total liberado no final de 2008, quando houve escassez de crédito no mercado por causa da crise.

Henrique Meirelles, presidente do BC, disse que os compulsórios farão parte da futura exigência de "colchões de liquidez" imposta pelo Comitê de Basileia, que define regras bancárias internacionais. Meirelles prometeu detalhar o novo instrumento no futuro:

– Isso não existia e será implantado com os compulsórios.

Segundo analistas, as medidas reduzirão a oferta de dinheiro para crédito, o que pode resultar em aumento no juro ao consumidor. Por outro lado, podem ajudar no combate à inflação.

Em setembro de 2008, o valor em compulsório equivalia a R$ 257 bilhões. Na época, foram liberados R$ 99,8 bilhões. Com o novo enxugamento, os bancos podem elevar o custo do crédito, diminuindo o consumo. Isso causaria menor pressão na inflação, o que poderia evitar a alta do juro ou reduzir seu tamanho. Para o economista-chefe da consultoria LCA, Bráulio Borges, a chance de o BC elevar a taxa Selic em março "caiu para zero":

– A retirada de R$ 71 bilhões de circulação equivale a uma alta da Selic perto de 1,4 ponto percentual.

Meirelles e o diretor de Política Monetária do BC, Aldo Mendes, não comentaram a hipótese de evitar o aperto monetário via taxa de juro.

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