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Confiança do consumidor alemão tem alta inesperada em dezembro

Confiança do consumidor alemão tem alta inesperada em dezembro

Atualizado: Segunda-feira, 28 Novembro de 2011 as 3:06

O índice de confiança do consumidor da Alemanha , medido pelo grupo de pesquisa de mercado GfK, subiu de 5,4 em novembro para 5,6 em dezembro. O índice, que sempre se refere ao mês à frente, veio melhor que a previsão de analistas, que era de queda para 5,2. A disposição para gastar subiu ao maior nível desde janeiro, apesar da piora da perspectiva econômica para o longo prazo e da redução nas expectativas de renda.

"Apesar do medo crescente da crise a da recessão, o sentimento do consumidor continua melhorando", disse a GfK em comunicado. Os subíndices de pesquisa, que se referem ao mês corrente, apontaram, no entanto, piora das expectativas para a economia e para a renda. A propensão a comprar aumentou.

Cada vez mais cautelosos em relação aos bancos e não impressionados pelos baixos juros ofertados por suas poupanças, os alemães estão se sentindo mais inclinados a gastar em propriedades e em bens de consumo duráveis, de acordo com publicado pelo instituto GfK nesta segunda-feira.

"O declínio da propensão a poupar, o aumento da renda e dados melhores de emprego estão sustentado a confiança do consumidor", disse a GfK. "Entretanto, os consumidores estão incomodados com a crise internacional e com a falta de soluções sustentáveis até o momento, o que se reflete na queda das expectativas econômicas".

A melhora do índice da GfK ficou em linha com os números da pesquisa do Instituto Ifo divulgada na semana passada. A pesquisa foi feita com 2 mil alemães.

Previsões da OCDE para 2012

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) afirmou nesta segunda-feira em seu relatório com previsões para 2012 que a economia da Alemanha deve se recuperar gradualmente no ano que vem, com um aumento nas exportações e a elevação dos investimentos, após uma leve recessão no quarto trimestre deste ano.

Mas a OCDE alerta que uma piora na crise da dívida soberana da zona do euro pode levar a uma deterioração substancial no balanço patrimonial dos bancos alemães, gerando riscos para a recuperação do país. "A solução para a crise, juntamente com uma melhor regulamentação dos mercados financeiros, pode desencadear uma tendência mais forte e duradoura de crescimento. Mas no geral, os riscos são predominantemente de baixa", diz o estudo.

Agora, a OCDE prevê que a economia alemã vai crescer 0,6% no ano que vem. Em maio, a estimativa da organização era de uma expansão de 2,5%. Em 2013, a Alemanha deve registrar crescimento de 1,9%. Apesar da retomada, a inflação deve cair para 1,5% em 2013, de 2,4% este ano.

O relatório afirma ainda que, para impulsionar o crescimento, a Alemanha deveria rever sua estrutura de taxação, para aumentar a cobrança sobre bases imóveis, como por exemplo atividades prejudiciais ao meio ambiente, retirando encargos de bases móveis, como o mercado de trabalho, onde os impostos são particularmente altos.

*Com informações da Reuters, da Agência Estado e do Valor Online

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