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Construção civil cresceu menos em dezembro, mostra CNI

Construção civil cresceu menos em dezembro, mostra CNI

Atualizado: Terça-feira, 1 Fevereiro de 2011 as 11:17

A construção civil voltou a crescer em dezembro de 2010, mas a um ritmo menor, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O indicador de nível de atividade recuou de 53 para 51 pontos na passagem de novembro para dezembro. Índices acima de 50 pontos, no entanto, indicam expansão. A evolução positiva foi determinada pelas grandes empresas.

Os setores construção de edifícios e serviços especializados mantiveram-se em expansão, ainda que moderada, em dezembro. Os indicadores de evolução nesses setores foram de 51,8 e 51 pontos, respectivamente. A exceção foi o setor de obras de infraestrutura, que registrou queda na atividade e o indicador ficou em 46,2 pontos, ou seja, abaixo dos 50.

No quarto trimestre, a construção civil continuou contratando, dando sequência ao movimento registrado ao longo do ano. O indicador de evolução do número de empregados situou-se em 53,7 pontos, acima dos 50 pontos, o que indica aumento.

A contratação foi comum em todos os portes de empresa, mas as grandes foram destaque, com indicador em 58,2 pontos.

"Hoje temos um problema sério no setor na construção [em relação à mão de obra qualificada]. Há gente com experiência mas sem capacitação para as novas tecnologias", disse Renato da Fonseca, gerente executivo de pesquisa da CNI.

Expectativa para 2011

Apesar da redução do crescimento em dezembro, o empresário do setor continua otimista com relação à evolução da atividade nos próximos seis meses. O indicador de expectativa para o primeiro semestre deste ano ficou em 61,9 pontos em janeiro. No mesmo mês do ano anterior, contudo, o indicador foi 8,7 pontos superior ao atual.

"Os resultados claramente indicam que houve queda [no crescimento em dezembro], mas não foi uma queda que assustou os empresários", avaliou Fonseca.

Em relação a novos empreendimentos e serviços, o indicador ficou em 62,8 pontos. Em relação a compras de insumos e matérias-primas, o indicador situa-se em 59,9 pontos.

Por: Gabriela Gasparin

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