MENU

Construção deve perder força em 2011 e crescer 6,1%, vê Sinduscon

Construção deve perder força em 2011 e crescer 6,1%, vê Sinduscon

Atualizado: Terça-feira, 7 Dezembro de 2010 as 4

O Produto Interno Bruto (PIB) da construção deve crescer 11% neste ano e 6,1% em 2011, conforme estimativas divulgadas nesta terça-feira (7) pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon).

De acordo com o presidente do sindicato, Sérgio Watanabe, o desempenho da indústria da construção foi fortemente influenciado em 2001 pelas medidas de estímulo à economia, como a expansão do crédito na área habitacional e de infraestrutura e os recursos do "Minha Casa, Minha Vida".   "O desempenho deste ano foi um ponto fora da curva. O Brasil não tem condições de sustentar um crescimento de dois dígitos", disse Watanabe ao G1 , que considera a expansão de 6,1% um resultado "excelente". "É bom que a construção cresça pouco e constantement para evitar a estagnação que era nos anos 80 e 90", afirmou.

Ao listar os próximos desafios para se chegar ao crescimento sustentado, os economistas do SindusCon avaliam que manter taxas de dois dígitos vai exigir um esforço consideravelmente maior.

De acordo com a entidade, entre os empresários a perspectiva é de que o crédito continuará em expansão e os lançamentos serão voltados para os segmentos de média e baixa renda. Os executivos, porém, têm se mostrado pessimistas em relação à evolução dos custos setoriais, ao considerar que o fator mão de obra deve continuar como um dos grandes problemas de 2011.

No ano, a inflação na construção civil medida pelo Índice Nacional do Custo da Construção - Mercado (INCC-M) já acumula alta de 6,95% até novembro, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Esse indicador estava em 3,01% um ano antes, mas chegou a atingir 11,75% em 2008.

Entre os principais desafios para a indústria da construção, na avaliação da entidade, estão a continuidade do programa habitacional, o desenvolvimento de novas fontes de financiamento, a busca por inovações tecnológicas, o custo dos terrenos e a escassez de mão de obra.

O SindusCon reconhece que a  Resultado direto desse cenário, o País deve fechar 2010 com a geração de 350 mil novos empregos com carteira assinada.

Otimismo

Dados mais recentes da indústria de materiais mostram que houve queda no indicador de desempenho das empresas, mas o otimismo dos empresários continua forte, ressalta o SindusCon. Sondagem realizada pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) aponta que 76% das indústrias consultadas pretendem investir nos próximos 12 meses.

Os principais alvos de investimentos seriam novas tecnologias, máquinas e equipamentos. A mesma pesquisa mostra que 88% das empresas do setor seguem otimistas em relação ao fechamento das vendas internas de novembro, ante o índice de 85% registrado no mês anterior.

O ritmo de criação de empregos também confirma o aquecimento do setor, acrescenta o sindicato. Em outubro, foi registrada alta de 7% na taxa de ocupação da indústria da construção em relação a um ano antes, segundo levantamento mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na mesma base de comparação, o emprego formal no Brasil cresceu 15,1%, com destaque para os Estados do Norte (24,5%) e do Nordeste (27,4%).

Para ilustrar o bom desempenho do ano, a entidade citou números da região metropolitana. No acumulado até outubro, os lançamentos na Região Metropolitana de São Paulo somaram 48.176 unidades e já se aproximam do volume total lançado em 2009, de 50.992 unidades, conforme pesquisa da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp). A performance, porém, ainda está um pouco distante do recorde de 62.762 unidades lançadas em 2008.    

veja também