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Consumidor paulista encerra 2010 menos endividado, diz Fecomercio

Consumidor paulista encerra 2010 menos endividado, diz Fecomercio

Atualizado: Quarta-feira, 29 Dezembro de 2010 as 10:43

O consumidor paulista encerrou 2010 com menos dívidas, segundo levantamento da Fecomercio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) divulgado nesta quarta-feira. A PEIC (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor) aponta que 46% das famílias apresentaram algum tipo de débito, frente aos 50% apurados em novembro. No mesmo período de 2009, o índice estava em 48%.

Segundo o levantamento, o número de famílias com contas em atraso também apresentou queda, passando de 17% em novembro, para 13% neste mês. Em dezembro do ano passado, eram 20%.

"O resultado é reflexo direto da melhoria dos índices de confiança do consumidor, da queda da taxa de desocupação, da entrada dos recursos do 13º salário, além da crescente oferta de crédito, aliada à leve redução nas taxas de juros", avalia a federação em nota.

TIPO DE DÍVIDA

Entre as famílias com contas a pagar, 45,5% têm atrasos há mais de 90 dias, 28,3% por até 30 dias e 21,3% entre 30 e 90 dias.

A proporção de famílias que acreditam não ter condições de pagar total ou parcialmente suas contas nos próximos meses ficou em 4,3%. Em dezembro de 2009 esse percentual era de 6,4%.

Em relação ao prazo médio de comprometimento da renda, a maior incidência é verificada no período até três meses (29,3%). O restante divide-se entre os períodos: superior a um ano (28,5%), entre três e seis meses (23,6%) e entre seis meses e um ano (15%).

Neste mês, 58,9% do total de famílias endividadas têm entre 11% e 50% da sua renda comprometida com o pagamento de dívidas. Para 12,9% das famílias endividadas esse comprometimento é superior a 50%, enquanto que para 21%, menos de 10% está comprometido com o pagamento de dívidas.

O cartão de crédito se mantém como o principal tipo de dívida, sendo utilizado por 68,9% das famílias analisadas. Em seguida, aparecem os carnês (24,8%), crédito pessoal (9,8%), financiamento de carro (8,8%) e cheque especial (7,7%).

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