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Crise aumenta procura por franquias, mas consultora alerta para cuidado com novos negócios

Crise aumenta procura por franquias, mas consultora alerta para cuidado com novos negócios

Atualizado: Quinta-feira, 30 Abril de 2009 as 12

Em tempos de ''crise'', muito se tem falado das franquias como opção mais segura de investimento. Na visão de Melitha Novoa Prado, advogada especializada em relacionamento de redes varejistas e franqueadoras, isso realmente vem acontecendo. "Aumentou o número de demissões e ainda há um clima de insegurança. A franquia acaba, sim, sendo uma ótima opção para inicio de um negócio próprio".

A consultora explica que a pré-existência de uma marca notória com visibilidade para o mercado, aliada a uma experiência testada e aprovada pelo público, são fatores que fazem toda a diferença para um investidor decidir-se por franquia. No entanto, reforça que os franqueadores devem conter qualquer tipo de empolgação."Relaxar no processo de seleção de novos franqueados é uma atitude mais do que leviana. Reforço que, nesta fase, é preciso selecionar com mais critério, afinal, uma escolha mal feita traz sérios prejuízos para a rede".

O que o franqueador deve avaliar no processo de seleção?

Com base em sua experiência, a consultora diz que o franqueador deve avaliar, não só o potencial financeiro do candidato, mas sim, certificar-se se ele tem condições de operar a unidade em seu dia-a-dia. "Lance mão de todos os recursos possíveis: ferramentas de recursos humanos, entrevistas, avaliações, análise de perfil psicológico, test-drive, enfim, tudo o que lhe permita conhecer mais detalhadamente o seu futuro franqueado", ilustra.

É preciso, ainda, criar etapas e mecanismos para eliminar todos os riscos. "Uma das melhores formas é forçar uma auto-análise no candidato, ou o chamado ''processo da não-venda''. Pergunte a ele: "Você tem consciência de que terá de trabalhar nos finais de semana?, "Você sabe que se o seu gerente faltar você terá de abrir a loja às cinco da manhã?". Essas são as questões que devem ser colocadas para os futuros franqueados.

O franqueador também precisa ficar atento às expectativas do candidato. Para Melitha, prometer o que não é possível cumprir, omitir detalhes e dificuldades do negócio é garantia de fracasso, afinal, uma unidade franqueada fechada é uma marca negra para a rede.

A consultora vai além: "Assim como o franqueador é apaixonado por sua marca, o operador também o deverá ser. Para ter essa certeza, é importante que o dono da marca participe pessoalmente do processo de seleção. Nada como o ''feeling'' do dono".

Novo ''boom'' do franchising?

Melitha vê neste momento uma oportunidade para o sistema de franchising firmar-se como um setor de investimentos consolidado e realmente atrativo - opção mais segura em comparação com iniciativas individuais. "Está nas mãos das empresas franqueadoras mostrar em que grau de profissionalismo se encontram. E a principal medida é compartilhar com os candidatos todas as informações relativas ao negócio. Não dá para brincar com o sonho e o dinheiro do outro".

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