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Crise da zona do euro pode se espalhar para a Europa, diz FMI

Crise da zona do euro pode se espalhar para a Europa, diz FMI

Atualizado: Quinta-feira, 12 Maio de 2011 as 10:34

LONDRES - As crises fiscais na Grécia, Irlanda e Portugal ainda podem se espalhar para outras partes da zona do euro e do Leste Europeu, afirmou o Fundo Monetário Internacional (FMI). Em seu relatório semestral sobre a economia europeia, o FMI disse que, embora a integração financeira tenha contribuído para o aumento das dívidas desses três países, uma maior integração é necessária para ajudar a zona do euro a resolver seus problemas.

"Respostas políticas fortes têm conseguido conter os problemas de dívida soberana e do setor financeiro na periferia da zona do euro até agora, mas um contágio para o centro do bloco, e então para a Europa emergente, permanece como um risco negativo tangível", afirmou o FMI.

Em particular, o fundo destacou que os fracos sistemas financeiros continuam sendo uma ameaça à saúde financeira dos governos da zona do euro, o que enfraquece ainda mais os bancos porque as carteiras de bônus soberanos que possuem perdem valor. "Os laços negativos entre as preocupações com a estabilidade dos governos e os balanços financeiros dos bancos estão provando ser difíceis de romper", comentou o fundo, acrescentando que as preocupações com os balanços financeiros dos bancos vão além da periferia da zona do euro.

Segundo o FMI, os bônus com vencimento em 2011 serão equivalentes a 10% da produção econômica combinada de Grécia, Portugal e Espanha, mas Bélgica, Irlanda e Reino Unido também terão "necessidades de rolagem" significativamente mais altas.

O FMI afirmou que a integração parcial dos sistemas financeiros depois do lançamento da zona do euro contribuiu para a escala e a duração da crise fiscal, enquanto os investidores de bônus também tiveram um papel ao ignorar o aumento dos problemas.

No entanto, o FMI disse que a zona do euro não deve voltar atrás na integração financeira, mas, em vez disso, deve torná-la mais completa - já que isso vai ajudar a evitar futuras crises bancárias - e deve reduzir o uso de fundos do governo. Segundo o FMI, a necessária redução no número de bancos da zona do euro está acontecendo muito lentamente, o que atrasa a integração.

O FMI espera que os déficits na Grécia, Irlanda e Portugal fiquem em linha com as metas dos governos. O fundo

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