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Crise e queda do preço do barril de petróleo fazem Petrobras priorizar produção de óleo leve

Crise e queda do preço do barril de petróleo fazem Petrobras priorizar produção de óleo leve

Atualizado: Segunda-feira, 1 Dezembro de 2008 as 12

Crise e queda do preço do barril de petróleo fazem Petrobras priorizar produção de óleo leve

Aliada à crise financeira internacional, a queda do preço do barril do petróleo no mercado externo levará a Petrobras a adiar projetos e a priorizar aqueles que propiciem retorno maior e imediato, como os voltados para a produção de óleo leve, e que, ao mesmo tempo, reduza a dependência do país a este tipo de óleo, que é misturado ao petróleo pesado da Bacia de Campos por ocasião da fase de refino.

A afirmação foi feita hoje, dia 18 de novembro, pelo gerente-geral de Novos Negócios de Exploração e Produção da companhia, José Jorge Morais Junior, no XII Congresso Brasileiro de Energia.

Morais Junior disse, no entanto, que essa revisão nos projetos da carteira de exploração e produção da estatal não afetarão a curva de produção para os próximos dois anos."No momento em que o óleo cai de US$ 140 para U$ 60 [o preço do barril no mercado externo] você tem um grande impacto na geração interna de caixa, que é responsável pela manutenção dos projetos de curto e curtíssimo prazo. Então, são nestes projetos que nós temos que fazer alguns ajustes, porque eles não trazem nenhum impacto na curva de produção e na garantia da segurança operacional", disse.

Morais Junior explicou que o objetivo da Petrobras foi empurrar mais para frente aquilo que é possível sem comprometer a curva de produção e a segurança operacional, esperando que haja uma estabilização no comportamento do preço do óleo para o futuro.

Ele disse que essas alterações já estarão presentes no plano estratégico que a companhia divulgará no mês que vem. O adiamento de projetos voltados para a antecipação da produção nos campos onde existem óleo pesado, embora não venham a comprometer a curva de produção para os próximos dois anos, poderão afetar essa curva em 2012 e 2013.

"Eles podem, sim, afetar de forma não muito significativa a curva de produção a partir de 2012 ou 2013. Mas como, nesse momento, a gente acha possível recuperar parte dessa geração interna de caixa com a estabilização do preço do petróleo, esses projetos voltam a fazer parte do nosso projeto."

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