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Déficit do governo central chega a R$ 4,6 bi

Déficit do governo central chega a R$ 4,6 bi

Atualizado: Sexta-feira, 30 Abril de 2010 as 9:19

A concentração de pagamentos de sentenças judiciais e precatórios fez com que o governo central encerrasse março com o pior resultado para o mês dos últimos 13 anos. O déficit do governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) totalizou R$ 4,603 bilhões.

Com esse resultado, o superávit primário no trimestre somou R$ 8,171 bilhões, o que representa uma queda de 13,9% em relação ao mesmo período do ano passado, quando a economia sofria com o impacto da crise econômica mundial.

Somente em março, o governo desembolsou R$ 6,8 bilhões para pagar sentenças judiciais e precatórios. Além disso, as despesas com investimentos não param de crescer neste ano eleitoral, impedindo o aumento do superávit mesmo em um cenário de aceleração da arrecadação.

O secretário do Tesouro, Arno Augustin, mesmo com déficit em março, acredita no cumprimento da meta de superávit primário para o quadrimestre, de R$ 18,2 bilhões. Com a forte queda do pagamento dos precatórios e a aceleração da arrecadação em abril, Augustin destacou que será possível atingir um superávit na casa dos R$ 10 bilhões.

O secretário disse ainda que as despesas elevadas com investimentos provocam maior volatilidade do resultado primário, ou seja, meses terão saldo positivo elevado e outros negativos, como ocorreu no mês passado.

No primeiro trimestre, os desembolsos para investimento tiveram crescimento de 116%, passando de R$ 4,4 bilhões para R$ 9,513 bilhões.

O ritmo de liberações de pagamento para o PAC foi ainda maior. Teve um avanço de 152% no trimestre, saltando de R$ 1,588 bilhão em 2009 para R$ 3,997 bilhões em 2010.

Para o economista da consultoria Tendências, Felipe Salto, o governo pode até cumprir o compromisso para o quadrimestre, mas dificilmente conseguirá atingir a meta cheia de 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) para o ano.

Na avaliação do economista, é incompatível o aumento de despesas, mesmo que seja com investimentos, com o cumprimento das metas fiscais.

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