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Déficit em transações correntes está se "acomodando" na média, diz técnico do BC

Déficit em transações correntes está se "acomodando" na média, diz técnico do BC

Atualizado: Quarta-feira, 25 Junho de 2008 as 12

Déficit em transações correntes está se "acomodando" na média, diz técnico do BC

O déficit em transações correntes (saldo negativo nas operações do país com o exterior) está se "acomodando" na média, segundo avaliou o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes. Dados divulgados nesta segunda-feira, 23 de junho, mostram que o déficit em transações correntes acumula até maio US$ 14,717 bilhões, contra superávit (saldo positivo) de US$ 1,897 bilhão registrado no mesmo período do ano passado.

Para Lopes, a acomodação se dará com a redução das remessas de lucros e dividendos de filiais de empresas no Brasil para o exterior. No acumulado de maio, a conta de lucros e dividendos fechou negativa em US$ 15,596 bilhões, contra US$ 8,061 bilhões no acumulado até maio de 2007.

Ele explicou que no início do ano foi natural o aumento das remessas, porque as empresas estavam com os balanços apurados e além disso, os setores que mais remeterem recursos, como o automotivo, "já mostram esgotamento no que diz respeito às remessas de lucros". Com isso, a expectativa é de redução dessas remessas.

Altamir Lopes voltou a afirmar que o déficit em transações correntes será financiado pelo investimento estrangeiro direto (IED - recursos que se destinam à atividade produtiva). No acumulado do ano isso ainda não aconteceu, uma vez que o investimento estrangeiro direto soma US$ 13,984 bilhões, menos do que os US$ 14,717 bilhões de déficit em conta corrente.

Mas a projeção revisada do Banco Central para o ano é de um déficit de US$ 21 bilhões nas transações correntes e de US$ 35 bilhões de investimentos estrangeiros na economia. "O IED está fluindo normalmente e a expectativa é que continue fluindo bem", disse.

O chefe do Departamento Econômico disse ainda que, com a elevação do país a grau de investimento (classificação atribuída por agências de risco internacionais), o "apetite por aplicações de portfólio" (ações e renda fixa) subiu. Com isso, o BC revisou de US$ 12 bilhões para US$ 25 bilhões a projeção para o investimento de estrangeiros em ações e renda fixa no Brasil .

Dados parciais de junho, mostram que o investimento em ações no Brasil ficou em US$ 1,268 bilhão e em renda fixa, em US$ 631 milhões. "Acredito que o fluxo [de investimentos] vai ser mais para o mercado de ações", disse.

*Imagem ilustrativa.

Postado por: Claudia Moraes

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