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Demanda das empresas por crédito desacelera, diz Serasa

Demanda das empresas por crédito desacelera, diz Serasa

Atualizado: Terça-feira, 19 Julho de 2011 as 2:13

A quantidade de empresas do País que procurou crédito cresceu 1,5% no acumulado do primeiro semestre deste ano (entre janeiro e junho). De acordo com pesquisa divulgada nesta terça-feira (19) pela Serasa Experian, o resultado indica uma desaceleração ante os períodos anteriores. No ano passado, os crescimentos acumulados no primeiro e no segundo semestre foram de 9,4% e 5,8%, respectivamente.

Na comparação mensal, a busca de empresas por crédito caiu 3,1% em junho ante maio e subiu 3,6% em relação a junho de 2010.

Segundo avaliação da Serasa Experian, a menor velocidade de crescimento da demanda das empresas por crédito em 2011 é reflexo das sucessivas elevações da taxa básica de juros, o que encarece o custo do crédito. Além disso, segundo a entidade, a situação resulta da desaceleração do ritmo de crescimento econômico do País, que deverá se intensificar ao longo do segundo semestre.

Porte e regiões

O crescimento de 1,5% na demanda das empresas por crédito foi puxado pelas companhias de grande porte, com alta de 2,5%, seguidas pelas médias (1,5%) e pelas micro e pequenas (0,8%). Os economistas da Serasa Experian avaliam que a alta na procura das empresas de grande porte por crédito está relacionada a dificuldades oriundas do cenário internacional adverso e do real valorizado.

As empresas do setor de serviços, menos impactadas pela concorrência internacional e pela alta dos juros internos, se destacaram em termos do crescimento de suas demandas por crédito (alta de 4,1%). Em seguida, as empresas industriais registraram avanço de 1,3% no acumulado de janeiro a junho de 2011. Apenas as empresas do setor comercial tiveram queda, de 0,3%, na busca por crédito.

Companhias de quatro das cinco regiões brasileiras mostraram maior procura por crédito no acumulado do semestre: Sul (2,9%), Sudeste (1,7%), Centro-Oeste (1,3%) e Nordeste (0,7%). Foi verificado recuo apenas na Região Norte (-2,5%).          

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