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Demanda do consumidor por crédito cai 7% em fevereiro, diz Serasa

Demanda do consumidor por crédito cai 7% em fevereiro, diz Serasa

Atualizado: Segunda-feira, 8 Março de 2010 as 12

A demanda dos consumidores por crédito caiu 7% de janeiro para fevereiro deste ano, mostrou um indicador da Serasa Experian divulgado nesta segunda-feira (8).

Segundo economistas da empresa, especializada em análise de crédito, o número vem diminuindo desde o início do ano, por causa da desaceleração da atividade econômica e do consumo.

A redução da demanda ocorreu após um aumento do endividamento das famílias no segundo semestre de 2009, em consequência dos pacotes de combate à crise econômica mundial.

Após retração

Em fevereiro deste ano, a demanda do consumidor por crédito subiu 18,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. A Serasa associou o avanço à base de comparação, já que em fevereiro de 2009 a procura por empréstimos havia registrado o segundo menor índice da série histórica, por conta dos impactos da crise.

Sob este mesmo efeito, no acumulado dos dois primeiros meses de 2010, a demanda do consumidor por crédito avançou 16,1%, ante o mesmo bimestre de 2009.

A procura dos consumidores por crédito caiu em quatro das cinco regiões brasileiras, entre janeiro e fevereiro de 2010. A queda mais acentuada ocorreu na região Sul (baixa de 9,2%), seguida por Nordeste (queda de 7,4%), Sudeste (recuo de 7,5%) e Norte (retração de 4,8%).

Só houve elevação do indicador no Centro-Oeste, de 0,9%. É o segundo mês seguido de crescimento da procura por crédito dos consumidores dessa região, o que, segundo a Serasa, pode ser resultado da recuperação do agronegócio.

Na comparação entre fevereiro de 2009 e o mesmo mês de 2010, houve crescimento de pelo menos 10% na procura por crédito em todas as regiões, com destaque para o Centro-Oeste (27%). A demanda por crédito caiu entre todas as faixas de renda de janeiro a fevereiro.

A maior queda, de 7,5%, foi registrada entre quem ganha de R$ 1 mil a R$ 2 mil. Já a menor baixa, de 2,6%, ocorreu entre os consumidores de baixa renda, com salário de até R$ 500.

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