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Desabamento mata ex-presidente do BNDES Antônio Barros de Castro

Desabamento mata ex-presidente do BNDES Antônio Barros de Castro

Atualizado: Segunda-feira, 22 Agosto de 2011 as 10:14

Morreu, neste domingo (21), o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Antônio Barros de Castro, 73, vítima de um desabamento, no Rio.

Segundo o Corpo de Bombeiros, por volta das 11h a laje da casa onde morava, na rua Icatú, no Humaitá, zona Sul da cidade, desabou sobre ele, que morreu na hora. Castro deixa quatro filhos, uma neta e a mulher.

A filha mais nova de Barros, Ana Clara, 24, disse que o teto da casa não apresentava nenhum problema nem passava por obras. "Não havia nenhum indício de que isso poderia acontecer. A gente encontrou o gesso inteiro."

Ana disse que sua mãe, a também economista Ana Célia Castro, trabalhava em outro cômodo da casa e ouviu um barulho, mas não imaginou que fosse em sua residência.     Antonio Barros de Castro, que morreu aos 73 anos, em sua casa no Rio de Janeiro     "Quando eu cheguei em casa um vizinho, que mora no apartamento que dá para os fundos da casa, avisou do desabamento e eu imediatamente chamei os bombeiros. Quando eles conseguiram tirar o meu pai ele já estava sem vida", relatou Ana Clara. O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, divulgou nota lamentando a morte de Barros de Castro.

"O professor Barros de Castro foi capaz de conciliar uma brilhante carreira acadêmica, tornando-se uma referencia no pensamento econômico brasileiro, com o enfrentamento de grandes desafios como homem publico. Ele deixa para todos nos um legado de compromisso com o desenvolvimento do Brasil, e sem duvida fará muita falta ao nosso país", afirmou. O velório acontecerá nesta segunda-feira no átrio da capela da UFRJ, no campus da Praia Vermelha (zona sul do Rio), ainda sem horário definido.

CARREIRA Doutor em economia pela Unicamp, Castro foi presidente do BNDES entre outubro de 1992 e março de 1993, no governo Itamar Franco (1992-1994). Mais recentemente, foi diretor de Planejamento do banco entre 2005 e 2007. O economista era professor emérito da UFRJ e consultor do Conselho Empresarial Brasil-China. Ele considerava que o desenvolvimento do país asiático alterou radicalmente a economia mundial e que o Brasil tinha que se reinventar para se manter competitivo.

"Se o câmbio e o custo Brasil forem neutros, boa parte da indústria brasileira não é competitiva porque o sistema industrial chinês é mais eficiente", disse ele em entrevista à Folha em abril.              

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