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Dificuldade de crédito é a principal reclamação de empresários em reunião com governo

Dificuldade de crédito é a principal reclamação de empresários em reunião com governo

Atualizado: Quinta-feira, 5 Fevereiro de 2009 as 12

A dificuldade na concessão de crédito foi a principal reclamação dos representantes de setores estratégicos da economia em reunião na última quarta-feira, dia 4 de fevereiro, com a equipe econômica do governo. De acordo com o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) Paulo Safady Simão, os bancos, inclusive os públicos, vêm exigindo garantias adicionais para concessão de crédito, o que vem inviabilizando os investimentos. Ele citou o exemplo da Caixa Econômica Federal, principal fonte de financiamento de moradias.

"Esperava-se que o empreendimento, com seus recebíveis e com seu fluxo de caixa, servisse de garantia. Mas a Caixa não está aceitando. Ela aceita os recebíveis e quer garantias externas. Dessa forma, inviabiliza completamente a operação", disse.

A reclamação foi feita na reunião e, de acordo com Safady, o ministro Guido Mantega pediu que o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, conversasse com a Caixa no sentido de amenizar as exigências exigidas pela instituição financeira no processo de concessão de crédito.  

Paulo Safady reclamou ainda da linha de crédito de R$ 3 bilhões criada para capital de giro de construtoras, com recursos da caderneta de poupança. A linha foi anunciada pela Caixa Econômica em novembro, no entanto, de acordo com o empresário, apenas R$ 50 milhões foram emprestados. "Pedimos para que os R$ 3 bilhões sejam agilizados. Os R$ 7 bilhões dos bancos privados, eles já disseram que não vão fazer", afirmou.

De acordo com Safady, o setor da construção civil já sofre com a queda nas vendas, um cenário bem diferente dos últimos dois anos, quando bateu recordes de venda.

"Esse ano vai haver uma redução. No ano passado nós batemos todos os recordes. Foram R$ 30 bilhões em financiamentos para 300 mil novas unidades. Neste ano já houve uma redução das vendas aos níveis de 2006. Houve uma queda no valor de venda violento nos novos projetos. Todo crescimento que observamos nos últimos dois anos desapareceu praticamente a partir de setembro. Não temos números fechados, somente no final do primeiro trimestre é que teremos um diagnóstico mais preciso", disse.

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