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Dilma chega nesta terça à França, onde defenderá mais investimento

Dilma chega nesta terça à França, onde defenderá mais investimento

Atualizado: Terça-feira, 1 Novembro de 2011 as 9:22

Ao desembarcar nesta terça-feira (1) em Cannes, na França, para uma semana de encontros com líderes das 20 maiores economias do mundo, a presidente Dilma Rousseff deverá reafirmar a mensagem de que não é possível atingir estabilização fiscal sem crescimento econômico.

A atual crise econômica, causada pelas dificuldades de Estados Unidos e Europa em contornar a dívida pública, deve dominar o encontro do G20, que começa nesta quarta (2). Em discurso a empresários nesta segunda (31), a presidente deu o tom do que falará no encontro.

"A posição que o Brasil levará a Cannes é que o G20 deve agir, propondo tanto medidas financeiras emergenciais como também um plano de sustentação do investimento e do emprego", disse.

Dilma já havia manifestado essa opinião em Bruxelas, durante encontro com o primeiro-ministro da Bélgica, Yves Leterme. Na ocasião, a brasileira afirmou que “dificilmente se sai da crise sem aumentar o consumo, o investimento e o nível de crescimento da economia”.

A presidente chegará à Cannes entre 14h e 15h desta terça-feira e ficará hospedada no hotel InterContinental Carlton Cannes. Ela está acompanhada pelos ministros Guido Mantega (Fazenda), Antonio Patriota (Relações Exteriores) e Helena Chagas (Secretaria de Comunicação Social).

Além de tratar da crise econômica, a presidente Dilma deverá também convidar os líderes mundiais a participarem da Rio + 20, conferência a ser realizada em junho do ano que vem. O encontro, na capital fluminense, vai debater o desenvolvimento sustentável em comemoração aos 20 anos da Rio 92, considerada uma das primeiras cúpulas ambientais da Organização das Nações Unidas (ONU).

Dilma deixou o Brasil na noite desta segunda-feira (31) rumo à cidade francesa Nice, onde faz escala antes de chegar a Cannes. Mais cedo, ela visitou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde ele se trata de um câncer na laringe. Ainda na capital paulista, Dilma participou de uma cerimônia de premiação oferecida pela revista “Carta Capital”.

Esta é a segunda vez que Dilma participa do G20. A primeira foi no ano passado, em Seul, a convite do então presidente Lula, logo após ter sido eleita presidente da República.   Programação

Na quarta-feira (2), Dilma deve se encontrar com outros chefes de Estado em reuniões fechadas, mas ainda não há confirmação de quem seriam esses líderes.

Na quinta-feira (3), a presidente participa de um almoço de trabalho sobre a situação econômica global e, em seguida, de uma sessão de trabalho que discutirá crescimento da economia mundial.

Dilma também participa, depois da foto oficial, de sessão sobre globalização e comércio. O dia termina com um jantar de trabalho sobre desenvolvimento, que contará com apresentação do empresário americano Bill Gates, dono da Microsoft.

Às 9h de sexta-feira (4) começa nova rodada de reuniões sobre regulação financeira, agricultura, energia e preços de commodities, mudança do clima e corrupção. No mesmo dia, durante o almoço, serão discutidos temas relacionados à governança global e prioridades da liderança mexicana do G20 em 2012, uma vez que o país assumirá a presidência do grupo no próximo ano.

Ainda para sexta, está prevista uma entrevista coletiva em conjunto com o presidente francês e atual líder do G20, Nicolas Sarkozy.

No sábado (5), Dilma vai se reunir com a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), Irina Bokova, em Paris. A volta da presidente ao Brasil está prevista para o mesmo dia, segundo a assessoria do Palácio do Planalto.

G20

Esta é a sexta edição do G20 com presença dos chefes de Estado. O pano de fundo do encontro será a crise econômica europeia, “além de ser uma oportunidade para os chefes de Estado darem sequência a implementação de projetos passados”, informou o porta-voz da presidência, Rodrigo Baena.

Além da crise econômica, os líderes mundiais deverão discutir sobre agricultura e segurança militar, apoio aos países mais pobres e reforma do sistema monetário internacional.

O G20 foi criado em 1999 e, anualmente, reúne ministros da Fazenda e presidentes dos bancos centrais das maiores economias do mundo. A cada ano, o grupo é liderado por um país diferente. O Brasil presidiu o encontro em 2008.        

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