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Dólar comercial abre em queda de 0,18%, a R$ 1,634

Dólar comercial abre em queda de 0,18%, a R$ 1,634

Atualizado: Segunda-feira, 16 Maio de 2011 as 11

SÃO PAULO - O dólar comercial abriu o dia em queda de 0,18%, negociado a R$ 1,634 no mercado interbancário de câmbio. Às 10h29, a divisa cedia 0,43%, a R$ 1,630. No pregão de sexta-feira, dia 13, a moeda americana fechou em alta de 0,92% e foi cotada a R$ 1,637 no fechamento. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar à vista abriu em alta de 0,18%, a R$ 1,6345.

O mercado de moedas parece ser o único a dar um pouco de crédito a um porta-voz da União Europeia (UE), que afirmou que a prisão do diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, "não terá impacto nos programas em curso" e não afetará "as decisões a serem tomadas". Strauss-Kahn foi preso em Nova York, acusado de agressão sexual e tentativa de estupro contra uma camareira de um hotel na Times Square. Com isso, o executivo ficou impedido de participar das reuniões que ocorrem na Europa para discutir a solução para a crise das dívidas.

O euro chegou a bater mínimas em sete meses com a prisão de Strauss-Kahn, mas recuperava-se e, às 9h20, tinha alta. Ainda assim, diante do surgimento desse episódio de suposto abuso sexual em meio à discussão de problemas em países europeus, o que impera nos negócios é a aversão ao risco.

Hoje, ocorre um encontro dos ministros das Finanças dos países da zona do euro, em Bruxelas, e espera-se que seja ratificado o acordo sobre o pacote de ajuda financeira para Portugal. O mercado também espera uma resposta para a questão da Grécia, que pode receber mais recursos ou conseguir um refinanciamento da sua dívida.

O mercado observa o comportamento internacional, e os operadores apostam na volatilidade que já marcou a semana passada e deve continuar hoje. A prisão de Strauss-Kahn não atinge somente o FMI e as negociações sobre as dívidas soberanas. O episódio também afeta o cenário político francês, onde ele era o preferido para as eleições presidenciais de 2012. A França, juntamente com a Alemanha, estão sendo os motores da tentativa de recuperação econômica da Europa, depois da crise financeira de 2008.

Na política brasileira, incertezas também pairam. O atingido é novamente o ministro Antonio Palocci, que desta vez precisará explicar e convencer, sobre a origem de bens adquiridos durante sua trajetória como deputado. Mas, por enquanto, o mercado não se mostra sensível a essa questão.

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