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Dólar fecha a R$ 1,57, tendo maior queda em dois meses

Dólar fecha a R$ 1,57, tendo maior queda em dois meses

Atualizado: Terça-feira, 28 Junho de 2011 as 5:14

A forte queda (1,12%) da taxa cambial vista hoje, a maior em dois meses, não impediu que operadores prognostiquem mais uma retração dos preços da moeda americana nos próximos dias. Além do clima de bom humor global, profissionais do setor financeiro viram no derretimento do hoje efeitos da habitual disputa pela Ptax, a taxa média de câmbio calculada pelo Banco Central.

A Ptax do final de mês serve de referência para a liquidação de vários contratos na BM&F. Por esse motivo, é tradicional que agentes financeiros aumentem o grau de especulação com a moeda para influenciar a formação de um taxa favorável as suas apostas nesse mercado, o que no jargão do setor é conhecido como a disputa entre "comprados" (que ganham com a alta da cotação) e "vendidos" (que ganham com a baixa).

E nas últimas semanas, chamou a atenção dos analistas o grande volume financeiro de investimentos estrangeiros na ponta dos "vendidos".

"É claro que o governo sempre entrar no mercado e fazer o dólar 'subir na marra', talvez com mais leilões de dólar pronto. Mas ele não tem porque fazer isso agora: é mais provável que espere o final do mês", comenta Vanderley Muniz, sócio-diretor da corretora Onnix.

Em paralelo, há um relativo otimismo nos mercados internacionais de que o parlamento grego deve aprovar o plano de ajuste fiscal, necessário para que o país receba novas parcelas de ajuda financeira, e não caia em "default" (calote), pelo menos no curto prazo.

Dessa forma, a cotação do euro subiu de US$ 1,4266 desde ontem para US$ 1,4364 nas operações de hoje.

No front doméstico, o dólar comercial foi negociado por R$ 1,578, em baixa de 1,12%, nas últimas operações desta terça-feira. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,595 e R$ 1,577. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi vendido por R$ 1,700 e comprado por R$ 1,530.

Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) valoriza 1,53%, aos 62.152 pontos. O giro financeiro é de R$ 4,72 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York tem alta de 1%.

O Banco Central realizou hoje um leilão de swap cambial (equivalente à compra de dólar no mercado futuro) e outro para compra de dólar, no segmento à vista.

A autoridade monetária ofereceu 34 mil contratos de swap, dos quais os agentes financeiros tomaram 25 mil, numa operação de US$ 1,24 bilhão.

JUROS FUTUROS

As taxas projetadas no mercado futuro da BM&F subiram nos contratos mais negociados. Amanhã, a FGV publica o fundamental IGP-M de junho, que no mês passado mostrou uma inflação de 0,43%. Economistas do setor financeiro preveem uma deflação, a primeira desde dezembro de 2009.

No contrato de julho, a taxa prevista avanço de 12,12% ao ano para 12,13%; para janeiro de 2012, a taxa projetada passou de 12,40% para 12,41%. E no contrato para janeiro de 2013, a taxa prevista ascendeu de 12,50% para 12,55%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.

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