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Dólar fecha a R$ 1,67; Bovespa tem ganho de 0,73%

Dólar fecha a R$ 1,67; Bovespa tem ganho de 0,73%

Atualizado: Quarta-feira, 23 Fevereiro de 2011 as 4:45

A taxa de câmbio doméstica já está há dois meses abaixo da cotação de R$ 1,70, sem que as turbulências políticas no Oriente Médio e norte africano mexam com os preços, que oscilaram invariavelmente entre R$ 1,66 e R$ 1,67 ao longo do mês.

Profissionais das mesas de operações atribuem parte dessa estabilidade da taxa cambial à atuação da autoridade monetária, que tem atuado nas duas "pontas" do mercado de moeda: no segmento à vista (em que as operações liquidam em dois dias úteis) e no segmento futuro (em que as liquidações são programadas para mais um mês ou mais).

Hoje não foi diferente: a primeira operação foi realizada às 11h29 (hora de Brasília), para compra de dólar a termo (com liquidação no início de março), quando a autoridade monetária aceitou ofertas por R$ 1,6750. Poucos minutos depois, às 11h37, o BC promoveu outra operação para compra a termo, aceitando ofertas por R$ 1,6768.

O BC completou o roteiro dia com mais duas intervenções, comprando dólar à vista às 11h45 e 15h42. Na semana que vem, o BC deve atualizar o mercado com o total movimentado nessas operações.

Nesse contexto, a cotação da moeda americana variou entre R$ 1,677 e R$ 1,667, para encerrar os negócios a R$ 1,675, em um avanço de 0,11% sobre o fechamento de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi negociado por R$ 1,780 para venda e por R$ 1,610 para compra.

Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) avança 0,73%, aos 66.927 pontos. O giro financeiro é de R$ 7,12 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York perde 0,81%

O mercado de câmbio se mostrou insensível à deterioração das contas externas, publicadas hoje pelo BC. Segundo a autoridade monetária, o deficit externo atingiu US$ 5,4 bilhões no mês passado, o segundo pior resultado negativo desde o início da série histórica, em 1947. O governo projeta um resultado um pouco melhor para fevereiro, na casa dos US$ 3 bilhões.

O BC também informou que o fluxo cambial, o saldo das entradas e saídas de dólares por operações financeiras e comerciais, atingiu US$ 3,6 bilhões neste mês, até o dia 21. Mas as compras do BC no período superaram esse valor: US$ 6,58 bilhões.

JUROS FUTUROS

O mercado de juros futuros (BM&F) projetou taxas mais altas entre os contratos negociados. Os agentes financeiros estão atentos à repercussão da crise da Líbia nos preços internacionais das commodities (matérias-primas), notadamente, no custo do petróleo, que já chegou a bater marca dos US$ 100 o barril.

A taxa projetada no contrato para julho avançou de 11,99% ao ano para 12,04%; para janeiro de 2012, a taxa prevista passou de 12,41% para 12,47%. E no contrato para janeiro de 2013, a taxa projetada passou de 12,68% para 12,73%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.

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