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Dólar fecha R$ 1,59; Bovespa ganha 0,61%

Dólar fecha R$ 1,59; Bovespa ganha 0,61%

Atualizado: Segunda-feira, 27 Junho de 2011 as 4:43

O foco dos mercados continua sendo a Grécia, com seu potencial de contaminar as demais economias da região caso caia em "default" (suspensão de pagamentos).

Segundo analistas, há confiança de que os legisladores gregos, assim como aprovaram uma moção de confiança ao novo gabinete ministerial, também devem votar favoravelmente, nesta semana, as medidas de austeridade fiscal.

A União Europeia, assim como o FMI, demandam a aprovação dessas medidas para liberar os recursos financeiros necessários para que o país tenha condições de, pelo menos no curto prazo, saldar seus compromissos financeiros.

O euro, principal caixa de ressonância dessas expectativas, oscilou de US$ 1,4171 na sexta-feira para US$ 1,4266 no expediente de hoje.

No front doméstico, o dólar comercial foi negociado por R$ 1,596, em um decréscimo de 0,49%, nas últimas operações desta segunda-feira. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,604 e R$ 1,595. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi vendido por R$ 1,720 e comprado por R$ 1,540.

Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) tem alta de 0,61%, aos 61.387 pontos. O giro financeiro é de R$ 3,58 bilhões. Nos EUA, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, avança 1,30%.

Entre as notícias importantes do dia, o boletim Focus, do Banco Central, mostrou que a maioria dos economistas do setor financeiro rebaixou as projeções para o IPCA de 2011 e 2012. Para este ano, a taxa prevista caiu de 6,18% para 6,16%. Para 2012, o prognóstico passou de 5,18% para 5,15%. A previsão para a taxa Selic no encerramento deste ano foi mantido em 12,50%.

O BC também divulgou suas projeções para as contas externas do país: o deficit das transações com exterior deve bater US$ 4,2 bilhões em junho, praticamente sem alteração sobre maio. A autoridade monetária ainda notou um alongamento dos prazos das captações externas, provavelmente como uma reação dos agentes financeiros à tributação mais alta (IOF) nas dívidas restritas a um ano.

"Os ingressos de curto prazo praticamente cessaram, e os de longo prazo aumentaram", disse o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel.

JUROS FUTUROS

As taxas projetadas no mercado futuro da BM&F cederam nos contratos de prazo mais longo.

No contrato de julho, a taxa prevista foi mantida em 12,13% ao ano; para janeiro de 2012, a taxa projetada recuou de 12,41% para 12,40%. E no contrato para janeiro de 2013, a taxa prevista caiu de 12,51% para 12,49%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.

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