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Dólar recua 0,12%, a R$ 1,662; governo detalha cortes de gastos

Dólar recua 0,12%, a R$ 1,662; governo detalha cortes de gastos

Atualizado: Segunda-feira, 28 Fevereiro de 2011 as 9:18

O mercado de câmbio doméstico negocia o dólar comercial por R$ 1,662 (valor de venda), o que representa um decréscimo de 0,12% sobre o fechamento de sexta-feira.

O governo deve divulgar hoje à tarde o decreto de programação orçamentária que detalhará o corte de R$ 50 bilhões no orçamento, anunciado no último dia 9, e que foi alvo de grande ceticismo entre economistas do setor financeiro. O decreto trará também as novas previsões de arrecadação de receitas para 2011 e de indicadores como o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) e da inflação.

O mercado de capitais brasileiro atravessa um momento peculiar, "descolado" de sua principal referência externa, as Bolsas americanas, que têm valorizado consistentemente nos últimos meses.

Na visão de alguns economistas do setor financeiro, esse comportamento se deve às incertezas dos investidores em relação às medidas que o governo deve tomar contra alguns dos principais impasses da economia brasileira: a inflação em alta, o câmbio em baixa, e a necessidade de ajuste das contas públicas.

Por esse motivo, o anúncio de hoje deve ser acompanhado com atenção pelos agentes financeiros. O decreto ganha relevância ainda maior porque ocorre há poucos dias de outro evento oficial de destaque: a reunião do Comitê de Política Monetária.

A piora das expectativas para a inflação de 2012 levou uma parcela dos economistas a cogitar um possível ajuste da taxa básica de juros dos atuais 11,25% para 12% ainda neste mês. Até a semana passada, no entanto, a corrente majoritária dos analistas ainda apostava num aumento para 11,75%, combinado com uma nova leva de "medidas macroprudenciais" para combater a inflação.

AGENDA

A agenda econômica desta semana está carregada de indicadores econômicos de peso desde o primeiro dia. Hoje, as estatísticas sobre nível de renda e gastos pessoais dos consumidores americanos são os destaques do dia, com divulgação prevista para as 10h30 (hora de Brasília). Pouco depois (12h), as cifras sobre as vendas preliminares de imóveis também devem chamar a atenção dos investidores.

No front doméstico, a pesquisa Focus, do Banco Central (projeções de mercado), com as novas expectativas sobre inflação e taxa de câmbio, têm repercussão garantida no mercado, principalmente devido à proximidade da reunião do Copom.

A programação da semana ainda tem como destaques o discurso de Ben Bernanke (banco central dos EUA) amanhã, o relatório ADP sobre geração de empregos, bem como o "Livro Bege", na quarta; e o fundamental relatório "payroll", na sexta, com dados oficiais sobre a criação de postos de trabalho e a taxa de desemprego dos EUA.

Já na economia doméstica, os destaques são, antes da decisão do Copom, o IPC da Fipe (inflação), e os números da produção industrial. Na quinta, o IBGE revela a nova estimativa do PIB (Produto Interno Bruto) e na sexta, o IPCA, o índice oficial de inflação (fevereiro).

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