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Economia brasileira fica estável no 3º trimestre de 2011, mostra IBGE

Economia brasileira fica estável no 3º trimestre de 2011, mostra IBGE

Atualizado: Terça-feira, 6 Dezembro de 2011 as 9:59

A economia brasileira fica estável no terceiro trimestre de 2011 na comparação com os três meses anteriores, segundo divulgou, nesta terça-feira (6), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Produto Interno Bruto (PIB), em valores correntes, chegou a R$ 1,05 trilhão no período. No segundo trimestre , em relação ao primeiro, a economia cresceu 0,7%, segundo dados revisados.

No terceiro trimestre, em relação ao segundo, os setores que tiveram os piores desempenhos foram a indústria, com queda de 0,9%, e serviços, com recuo de 0,3%. O destaque positivo ficou com a agropecuária, que cresceu 3,2%.

Apesar de não ter apresentado crescimento na comparação entre os trimestres, na anual, com o terceiro trimestre de 2010, o PIB mostrou avanço de 2,1%. Assim como na relação trimestral, o maior destaque ficou com a agropecuária, que cresceu 6,9%. No entanto, os setores de serviços e a indústria, nesse tipo de comparação, cresceram 2% e 1,0%, respectivamente.

Nos quatro trimestres terminados no terceiro trimestre de 2011 (12 meses), o crescimento do PIB foi de 3,7% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Já no acumulado neste ano, até setembro, o PIB avançou 3,2%.

No último dia 22 de novembro, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, havia dito que o crescimento da economia brasileira no terceiro trimestre de 2011 poderia ser zero . “Devemos ter uma desaceleração do crescimento no terceiro trimestre, que pode ser zero”, disse Barbosa durante divulgação do segundo balanço da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).

Taxa de investimento

No terceiro trimestre, a taxa de investimento foi de 20% do PIB. No mesmo período de 2010, a taxa ficara em 20,5%. A taxa de poupança ficou em 18,8% no terceiro trimestre de 2011, contra 19,6% no mesmo trimestre de 2010.

Desempenho dos setores

Em relação ao segundo trimestre de 2011, segundo detalhamento do IBGE , a queda da indústria, que foi de 0,9%, foi puxada principalmente pela indústria de transformação. Por outro lado, extrativa mineral, eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana e construção civil tiveram ligeiro crescimento.

Já entre os serviços, que teve variação de 0,3%, puxaram a queda o desempenho do comércio, outros serviços e serviços de informação. Na contramão, mostraram variações positivas atividades imobiliárias e aluguel, transporte, armazenagem e correio e administração, saúde e educação pública e intermediação financeira e seguros. Quanto ao consumo, todos os itens da demanda interna recuaram neste período: despesa de consumo da administração pública (-0,7%), formação bruta de capital fixo (-0,2%) e despesa de consumo das famílias (-0,1%), que vinha em alta nos últimos trimestres. De acordo com o IBGE, o que contribiu para o desempenho do PIB, por essa ótica, foi setor externo. As exportações aumentaram 1,8% e as importações de bens e serviços caíram 0,4%.

Na comparação anual

Nesse tipo de comparação, o IBGE explica que a agropecuária cresceu mais que os outros setores porque alguns produtos da lavoura que possuem safra relevante no terceiro trimestre, como mandioda, feijão e laranja, tiveram produtividade maior, como é o caso da mandioca.

Ao contrário do que mostrou a comparação trimestrel, a indústria cresceu 1,0% em relação ao mesmo trimestre de 2010. As maiores variações positivas partiram de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana e construção civil. No caso da construção civil, o IBGE atribui o aumento ao crescimento da população ocupada no setor e ao desempenho do "crédito direcionado".

Pela ótica da demanda interna, o consumo das famílias avançou 2,8%, a 32ª variação positiva consecutiva nessa base de comparação, com influência do comportamento da massa salarial real. A despesa de consumo da administração pública cresceu 1,2%.

A formação bruta de capital fixo (FBCF ou investimento planejado) avançou 2,5% sobre igual período do ano anterior. As principais influências para o crescimento partiram da construção civil e da produção interna de máquinas e equipamentos.

No mesmo tipo de comparação, as exportações cresceram 4,1% e as importações de bens e serviços, 5,8%. "A valorização cambial ajuda a explicar o maior crescimento relativo das importações", disse o IBGE, por meio de nota. Os produtos da pauta de importação que mais contribuíram para o resultado foram veículos, equipamentos eletrônicos, material elétrico, têxteis, vestuário e calçados, extrativa mineral, plásticos; e químicos.      

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