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A economia da Grã-Bretanha encolheu menos do que o inicialmente esperado no segundo trimestre

Economia do Reino Unido encolhe 0,5% no 2º trimestre

Atualizado: Sexta-feira, 24 Agosto de 2012 as 9:07

A economia da Grã-Bretanha encolheu menos do que o inicialmente esperado no segundo trimestre, apesar do peso do comércio, mas o cenário mais amplo da fraqueza econômica não mudou, mostraram dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas (ONS, na sigla em inglês) nesta sexta-feira (24).
O PIB no segundo trimestre recuou 0,5% na segunda estimativa do ONS, ante previsão anterior de 0,7%, pressionada por fatores pontuais como o clima úmido incomum e um feriado público extra para comemorar os 60 anos da rainha Elizabeth no trono.

Economistas esperam uma modesta recuperação a partir de julho, mas pesquisas continuam a pintar um cenário ruim. Isso mantém a pressão sobre o ministro das Finanças, George Osborne, para encontrar uma maneira de impulsionar o crescimento, assim como sobre o Banco da Inglaterra, o banco central, para que forneça mais estímulo através da redução das taxas de juros ou da compra de títulos.
Uma das maiores economias da Europa e dos países que compõem a zona do euro, o Reino Unido registra uma taxa de desemprego de 8% nos três meses até junho, ante os 8,1% reportados nos três meses até maio, de acordo com o escritório.

O resultado de hoje marca a quinta queda consecutiva, apesar da recessão, provavelmente reflexo do aumento da demanda de mão de obra em Londres, por causa da Olimpíada. O ONS diz que o número de desempregados em Londres caiu em 42 mil nos três meses até junho.

Risco de contágio

A Grã-Bretanha lidera a lista de economias externas com maior risco de ser contagiada por qualquer escalada na crise da zona do euro por causa de suas relações comerciais e bancárias com o bloco de moeda única, mostrou um estudo do instituto de risco político Maplecroft divulgado no final de julho.
O estudo organizou uma lista de classificação de 169 países de acordo com o nível comercial de cada um deles com a zona do euro, que enfrenta uma crise de dívida, assim como a resistência interna para uma desaceleração.

"Os impactos para essas economias incluem redução na produção industrial, perda de competitividade e dívidas soberanas que poderiam provocar níveis insustentáveis devido ao aumento dos rendimentos", apontou a Maplecroft.

A Grã-Bretanha faz parte da União Europeia, mas não da zona do euro. Problemas fiscais britânicos combinados com fortes relações comerciais com a zona do euro tornam sua capacidade de reação a uma piora na crise econômica no bloco "severamente limitada", segundo o estudo.
Um colapso de grandes economias da zona do euro poderia reduzir o comércio britânico em 7% e provocar perdas equivalentes a 7% do PIB aos bancos britânicos devido à exposição deles a bancos da zona do euro e a títulos soberanos, acrescentou.

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