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Economistas do mercado preveem novo corte dos juros em outubro

Economistas do mercado preveem novo corte dos juros em outubro

Atualizado: Segunda-feira, 12 Setembro de 2011 as 11:38

Para combater os efeitos da crise financeira internacional, os analistas do mercado financeiro acreditam que o Comitê de Política Monetária (Copom) voltará a baixar os juros em 0,5 ponto percentual em seu encontro de outubro, para 11,50% ao ano, informou a própria autoridade monetária nesta segunda-feira (12) por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus.   Para os economistas, a taxa de juros recuará novamente em dezembro deste ano, visto que, pela sua estimativa, os juros terminariam 2011 em 11% ao ano. O mercado prevê, também, redução dos juros para 10,75% ao ano em abril de 2012, mas novo aumento, para 11% ao ano, em setembro do ano que vem - patamar no qual a taxa terminaria 2012.

As previsões do mercado foram feitas após a divulgação da última ata do Copom, realizada na quinta-feira da semana passada. O documento explica as razões para o corte de 12,50% para 12% ao ano nos juros. Na ata, o BC informou que " ajustes moderados" na taxa de juros "são consistentes com o cenário de convergência da inflação para a meta em 2012" - sinalizando, assim, que novos cortes nos juros podem acontecer no futuro.

Inflação

Segundo o boletim Focus, que é fruto de pesquisa do BC com os bancos, a expectativa dos economistas das instituições financeiras para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano, entretanto, continou a subir para 2011 e para 2012. Para este ano, avançou de 6,38% para 6,45% - próxima ao teto de 6,5% do sistema de metas de inflação. A previsão para o IPCA de 2012, por sua vez, subiu de 5,32% para 5,40%.

Pelo sistema de metas de inflação, que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas. Neste momento, a autoridade monetária já está nivelando a taxa de juros para atingir a meta do próximo ano. Para 2011 e 2012, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.O BC busca trazer a inflação para o centro da meta de 4,5% em 2012.

Crescimento econômico e câmbio

O mercado financeiro também baixou, na semana passada, a sua estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2011 de 3,67% para 3,56%. Esta é a sexta semana consecutiva que a previsão para o crescimento da economia diminui.

Os ajustes começaram após a piora da crise financeira internacional, com a revisão para baixo da nota dos Estados Unidos pela Standard & Poors. Para 2012, a previsão do mercado de crescimento da economia brasileira recuou de 3,84% para 3,80%. Trata-se do terceiro recuo seguido no indicador.

Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2011 permaneceu inalterada em R$ 1,60 por dólar. Para o fechamento de 2012, a previsão do mercado financeiro para a taxa de câmbio ficou estável em R$ 1,65 por dólar.

Balança comercial

A projeção dos economistas do mercado financeiro para o superávit da balança comercial (exportações menos importações) em 2011 subiu de US$ 23 bilhões para US$ 23,8 bilhões na semana passada.

Para 2012, o BC revelou nesta segunda-feira que a previsão dos economistas para o saldo da balança comercial baixou em US$ 11,6 bilhões para US$ 15,3 bilhões de superávit.

No caso dos investimentos estrangeiros diretos, a expectativa do mercado para o ingresso de 2011 ficou estável em US$ 55 bilhões. Para 2012, a projeção de entrada de investimentos no Brasil permaneceu intalterada US$ 50 bilhões.            

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