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Eletropaulo aumenta investimentos para evitar apagões

Eletropaulo aumenta investimentos para evitar apagões

Atualizado: Quinta-feira, 19 Agosto de 2010 as 11:47

Depois da sequência de apagões ocorridos entre o fim de 2009 e o início deste ano, a AES Eletropaulo decidiu reforçar os investimentos feitos em sua área de concessão, na Grande São Paulo. Até o ano que vem, a companhia vai aplicar R$ 1,4 bilhão em novas subestações, linhas de transmissão, rede de distribuição e manutenção. O valor é 40% superior ao do biênio 2008/2009.

No ano passado, os indicadores de qualidade de energia da distribuidora registraram piora significativa, assim como o resto do Brasil. O DEC, que mede o tempo que os consumidores ficam sem energia, subiu de 9,2 horas para 11,85 horas. Em 2007, era de 8,9 horas e, em 2006, de 7,87 horas. O problema é que desde o início do ano a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mudou o critério para punir quem descumpre metas de qualidade dos serviços. Agora, as empresas são obrigadas a ressarcir o consumidor pelo tempo sem luz.

Só no primeiro semestre a AES Eletropaulo desembolsou R$ 16,9 milhões por causa dos apagões. Para evitar que a conta suba, a empresa decidiu agir. Uma das frentes atacadas é a equipe de emergência, que faz o trabalho de religamento da rede. Segundo o diretor executivo de Operações da distribuidora, Sidney Simonaggio, o contingente foi elevado em 40%. No total, 1.200 novos profissionais foram treinados e vão trabalhar - a maioria - em empresas terceirizadas. A área responsável pela poda de árvores também recebeu atenção especial.

O volume de serviços, que no ano passado foi de 140 mil podas, deverá atingir 340 mil em dezembro. Até agora já foi realizado o mesmo número de podas de 2009. Segundo Simonaggio, 61% dos desligamentos da AES Eletropaulo têm origem na vegetação, como a queda de árvores sobre a rede elétrica. Só nas duas áreas, equipes de emergência e podas, serão investidos R$ 45 milhões. O grosso do dinheiro previsto para o biênio, no entanto, vai para obras mais robustas, como a construção de três novas subestações.

Postado por: Thatiane de Souza

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