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Emergentes crescerão mais rápido do que as avançadas até 2020

Emergentes crescerão mais rápido do que as avançadas até 2020

Atualizado: Segunda-feira, 28 Junho de 2010 as 10:57

As economias emergentes, entre estas as da América Latina, "crescerão a um ritmo significativamente mais veloz do que as avançadas nos próximos dez anos", o que impulsionará a entrada de capital. Esta é uma das conclusões do 80º relatório anual do Banco de Compensações Financeiras (BIS, na sigla em inglês), publicado hoje, no qual analisa a situação da economia atual.

A vigorosa recuperação das economias emergentes favoreceu o aumento das taxas de rendimento e a percepção de menor risco por parte dos investidores. Isto se reflete na redução dos diferenciais dos bônus e na melhoria da classificação creditícia de várias economias em 2009-2010 como o Brasil e Peru. As condições de financiamento mais favoráveis renovaram o interesse dos investidores internacionais por determinados ativos destas economias. As emissões de bônus de economias emergentes nos mercados internacionais e locais têm ganhado força.

Os bônus empresariais das economias emergentes têm conquistado mais emissões com qualificação de grau de investimento do que como emissões de alta rentabilidade. A demanda de ativos na América Latina se dirigiu aos países nos quais as finanças públicas e os balanços das empresas mantêm sua solidez, segundo o BIS.

A entidade adverte que as baixas taxas de juros oficiais e a expansão do balanço dos bancos centrais nas economias avançadas preparam o terreno para a reativação dos fluxos de bolsa e bancários. Os investidores internacionais possuem grandes volumes de ativos com alta liquidez, como fundos de investimento em ativos do mercado monetário, que podem transformar-se rapidamente em ativos de economias emergentes menos líquidos, mas mais rentáveis. "A situação econômica das economias emergentes melhorou notavelmente, mas ainda enfrentam significativos dilemas de política econômica", assegura o BIS.

Adverte que a reativação do crescimento e o retorno das entradas de capital expõem novamente às autoridades as pressões de inflação, rápida expansão de crédito, valorização da moeda e efervescência dos preços dos ativos que já tiveram de enfrentar antes da crise.

É preciso por isso combater as entradas de capital com novas intervenções de grande escala no mercado de divisas. O BIS recomenda prudência macroeconômica, mas assinala que não é uma medida substitutiva de uma política monetária restritiva nem de uma maior flexibilidade das taxas de câmbio como meios para fomentar ajustes internos e externos ordenados.

Postado por: Cristiano Bitencourt

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